Amores, segurem as narinas e o emocional. Victória Scardini não lançou um perfume. Ela fez um manifesto engarrafado. “50 Tons de Rosas” chega como quem bate a porta, cruza a sala inteira e senta no melhor sofá sem pedir licença. É o momento em que a Casa Closet deixa a adolescência perfumada para trás e entra na fase mulher resolvida, poderosa e perigosamente segura de si.
Em um mercado entupido de floral educadinho, Victória foi lá e falou: chega. Aqui a rosa não é ingênua, não é óbvia e não pede aprovação. Ela abre macia, engana os desavisados, cresce cremosa no coração e fecha quente, almiscarada, marcando território como quem diz “cheguei e fiquei”. É rosa com salto alto emocional.

Esse perfume não brinca de feminilidade, ele encarna. É suavidade com coluna ereta. É força sem grosseria. É aquela mulher que entra num ambiente e todo mundo sente, mesmo quando ela não fala nada. Abraça, mas impõe respeito. Acalma, mas não passa despercebida. Uma fragrância que não grita, mas domina.
Victória se jogou inteira nessa criação. É autobiográfico, confessional e atrevido. Paris entrou no processo quando a marca já sabia quem era, nada de tiro no escuro. A rosa foi trabalhada longe do clichê, sem cara de buquê triste nem memória de gaveta. Moderna, profunda, emocional. Rosa viva, minha gente.

O desafio? Enorme. Fazer algo novo sem perder o DNA da Casa Closet. Diferente, mas acolhedor. Sofisticado, mas com charme. E conseguiu. O resultado é perfume autoral, maduro, cheio de camadas e com assinatura clara. Você sente e sabe. Isso é Casa Closet.
“50 Tons de Rosas” não inaugura só um lançamento. Inaugura fase. A marca continua doce, sim, mas agora conversa com as contradições da mulher real. Forte e sensível. Serena e intensa. Delicada e absolutamente dona do próprio cheiro.