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Kátia Flávia
Kátia Flávia

15 anos depois, um silêncio rasga o passado: passaporte de Eliza Samudio aparece em Portugal

Um documento esquecido atravessa o oceano, reacende feridas abertas e devolve ao Brasil um dos crimes mais chocantes da sua história.

Kátia Flávia

06/01/2026 8h29

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O passaporte de Eliza Samudio, morta pelo goleiro Bruno que jogava no Flamengo. Foto: reprodução/Leo Dias TV

Amadas, essa não é uma notícia qualquer. Essa é daquelas que fazem o café esfriar na xícara e o coração dar um passo atrás.

Quinze anos depois do assassinato de Eliza Samudio, um detalhe inesperado vem à tona. Um passaporte antigo, em nome dela, foi encontrado em um apartamento em Portugal. Não estava escondido num cofre, nem enterrado em segredo de filme. Estava entre livros. Quieto. Invisível por anos.

O documento foi localizado no fim de 2025, levado ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa e teve sua autenticidade confirmada. Não existe segunda via emitida. O Itamaraty já foi comunicado. Agora, as autoridades aguardam orientações sobre os próximos passos, quem deu esse furo foi o Portal Leo Dias;

A mãe de Eliza, Sônia Moura, confirmou a informação e avisou que só vai se manifestar depois de uma análise detalhada, com advogados. Dor não se improvisa. Verdade também não.

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Eliza Samudio, atriz e modelo paranaense, desapareceu em 4 de junho de 2010, após comunicar alguns amigos que realizaria uma viagem. Foto: reprodução/Netflix

O homem que encontrou o passaporte disse que reconheceu imediatamente o nome. Não por acaso. O caso de Eliza atravessou fronteiras, décadas e gerações. É uma história que o Brasil tentou engolir, mas nunca conseguiu digerir.

O documento registra entrada em Portugal em 2007, mas não registra a saída. Anos depois, Eliza estava de volta ao Brasil. Como voltou, ainda é uma pergunta em aberto. Uma das hipóteses é que tenha perdido o passaporte e retornado com autorização especial.

O corpo nunca foi encontrado.

O crime levou à condenação do ex-goleiro Bruno Fernandes, sentenciado por homicídio, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver. Hoje, ele está em liberdade condicional. Eliza segue sem sepultura, sem despedida, sem justiça completa.

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Eliza Samudio e o ex-goleiro Bruno Fernandes. Foto: Redes sociais/Reprodução

E agora esse passaporte reaparece. Um objeto pequeno, mas pesado. Um papel que não resolve o caso, mas escancara o quanto ainda dói.

Essa notícia não pede clique por curiosidade. Ela pede pausa. Pede memória. Pede respeito.

Porque enquanto documentos reaparecem, o que ainda falta ser encontrado é o direito de uma mulher não virar apenas um capítulo mal fechado da história.

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