As gravações da série ‘Gogó das Sete — Nas Entranhas da Polícia’ estão em andamento no Polo de Cinema e Vídeo Grande Otelo, localizado no Setor de Indústrias Gráficas (SIG), em Brasília. A produção revisita o assassinato do jornalista Mário Eugênio Rafael de Oliveira, conhecido como Gogó das Sete, e oferece um novo olhar sobre um caso que marcou a relação entre imprensa, polícia e poder institucional no país.
O local das filmagens possui forte simbolismo. Inaugurado há 33 anos, o Polo passa por um processo de reforma simbólica e artística, reafirmando seu papel como espaço estratégico para a produção audiovisual do Distrito Federal e para a preservação da memória cultural da cidade.
A série vai além da reconstituição factual, trazendo novas informações, personagens pouco explorados e perspectivas inéditas sobre as contradições da segurança pública da época. A trama inicia com o atendimento inicial realizado pelo então jovem agente Carlos Abrahão Faiad, que registrou a primeira ocorrência ligada ao jornalista. A partir desse ponto, a história se desdobra em uma complexa rede de relações, tensões e disputas de poder.
Para o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Claudio Abrantes, a produção tem um papel que transcende o entretenimento. “A cultura também é um espaço de escuta, de memória e de coragem. Apoiar uma obra como Gogó das Sete é afirmar que o Distrito Federal valoriza o audiovisual como instrumento de reflexão social, de fortalecimento da democracia e de respeito à história da imprensa brasileira”, destacou.
Além de movimentar a cadeia produtiva do audiovisual local, a série reforça a importância de Brasília como cenário e personagem de narrativas nacionais. Ao utilizar um equipamento cultural histórico, a produção conecta passado e presente, demonstrando que a cidade continua viva como espaço de criação, debate e expressão artística.
Mais do que narrar uma história, ‘Gogó das Sete — Nas Entranhas da Polícia’ convida o público a refletir sobre silenciamentos, responsabilidades e o custo de buscar a verdade, um debate que permanece atual e necessário.