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A capital do rock ibero-americano é aqui

Para celebrar o rock n’ roll, Brasília recebe, nos dias 24, 25 e 26 de junho, o Festival de Rock Ibero-Americano

Foto: Renato Mori

Amanda Karolyne
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Para celebrar o rock n’ roll, Brasília recebe, nos dias 24, 25 e 26 de junho, o Festival de Rock Ibero-Americano. O evento traz grandes nomes do rock nacional, local e internacional, como Scalene, Dead Fish, Terno Rei e Eruca Sativa, entre outros. O palco será a Concha Acústica, ao lado do Museu de Arte de Brasília (MAB). Os ingressos podem ser retirados gratuitamente no Sympla.

Voltando a tocar em Brasília depois de um período afastados em razão da pandemia, a banda Dead Fish, atualmente composta por Ricardo Maestria, Rodrigo Lima e Marcos Melloni, abrilhanta o festival. Fazendo parte da história do rock brasileiro, o vocalista, Rodrigo Lima, apoia a inclusão de artistas estrangeiros no festival, pois entende que, desde sempre, faz parte de um cenário que fala várias línguas. ” Durante minha vida inteira, ouvi bandas sul-americanas. Também temos uma história legal em países como Argentina e Chile.

Rodrigo lembra com muita carinho a história da Dead Fish e a relação com o Distrito Federal. “Vou para Brasília há mais de vinte anos e vimos muita coisa acontecer, mudar. Tenho os melhores amigos que o punk pode me dar nessa vida”, elogia.

Rock brasiliense

Além da Scalene, banda de Brasília que conquistou o Brasil, a conterrânea Lupa também vai tocar no Festival. O vocalista Múcio Botelho conta que o primeiro álbum foi inteiramente financiado pelos fãs. Depois de uma turnê de três anos pelo país, a Lupa assinou um contrato com a Sony e subiu ao palco do Rock In Rio. “E quando a gente estava na beira de gravar o primeiro DVD, veio a pandemia”, lamenta.

A Lupa acabou de lançar o primeiro single de um novo projeto, fruto das composições feitas em lockdown. “Se Você Quiser” é considerado o maior lançamento da banda até então, e vai ser tocado no Festival, o segundo show que a banda fará, depois da pandemia. Na sexta-feira, um dia antes de se apresentarem, vão lançar a segunda música do novo projeto, chamada “Quase Perfeito”.

Múcio fala sobre o processo de escrita do segundo álbum, cujo nome ainda não foi revelado. E se o primeiro disco é inteiro sobre a vivência dele como adolescente crescendo, se apaixonando, o próximo disco é tudo o que o compositor não tinha vivido antes, que teve de viver de uma vez só. “Era engraçado, falavam que a lupa só sabia falar de amor. Mas é o que eu vivi. Eu não crio personagem, sempre fui rodeado de amor, tudo que aconteceu comigo foi bom, as pessoas em volta de mim são boas. Mas o segundo disco, devido a tudo que vivemos no período de pandemia, é um CD bem mais pesado”, explica.

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Banda Lupa. Foto: Renato Mori

Para fomentar a cena do DF

O festival foi idealizado pelo Instituto Brasileiro de Tecnologia Empreendedorismo e Inovação (IBETI), em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, com o Fundo de Apoio à Cultura (Fac). Segundo a organizadora do evento, Carla Veras, o Instituto trabalha com projetos que sejam de cunho cultural e social, por isso que os projetos que realizam são sempre gratuitos. Segundo ela, a ideia de fazer o festival veio em comemoração a Brasília ter sido escolhida como a capital Ibero-Americana das nações, e somando a isso, o dia nacional do rock no próximo mês. “A gente pensou: porque não trazer as duas coisas, e conseguir fomentar a cultura e também trazer diversão para a população?”, lembra. O projeto tem duas partes, o festival, e em julho, o congresso com todas as embaixadas, para discutir questões culturais e econômicas dos países ibero-americanos.

A curadoria do line up, foi feita em parceria com o André Noblat, um dos co-fundadores do Festival Consciência, Musica e Arte (CoMA). “A ideia era trazer pelo menos uma atração internacional, Eruca Sativa* (confirmar nome) uma banda argentina, e algumas bandas nacionais e regionais também. Para estar fomentando a cultura local. Nós temos nomes nacionais grandes como Dead Fish, Scalene e Terno Rei, e também nomes regionais muito bons, que são bandas e artistas em ascensão como a Elefante a Lupa”. O objetivo do festival, é dar oportunidade para esses artistas estarem se apresentando e para o público conhecer esses nomes. “Muita gente parou na pandemia e voltou agora, a intenção é dar oportunidade dos artistas se apresentarem novamente, porque a gente entrou num período de recessão com a pandemia, a gente ficou carente disso”, enfatiza.

Para a organizadora, Brasília é considerada a capital do rock, e isso não pode ser ignorado, está na tradição e cultura, mesmo que com o passar dos anos, isso tenha se perdido. “E a gente veio muito na ideia de trazer isso de volta. A gente até brinca que vai fazer Brasília ser marcada como a nova capital do rock ibero-americano”, salienta. Ela aponta o Porão do Rock, como um dos maiores festivais da capital, entretanto, aponta a falta de festivais que sejam exclusivamente de rock e que tenham tanta relevância. “O público daqui é bem carente desse tipo de movimentação”, completa.

Os ingressos podem ser retirados gratuitamente na Sympla, podem ser retirados os três de uma vez, ou então para dias esporádicos. A programação é para toda a família. Será cobrado o comprovante de vacinação, com no mínimo duas doses da vacina contra covid 19. Com a estrutura do espaço, são esperados mais de 5.000 pessoas. O evento conta com praça de alimentação com FoodTrucks e cervejarias artesanais, como Brother Brew, Cruls e Mafia.

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Serviço
Festival de Rock Ibero Americano
Dias 24 e 25 de junho a partir das 19h, e 26 de junho a partir das 16h
Entrada franca (retirada de ingressos no site Sympla)
Concha Acústica








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