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Um mergulho na história de amor de Magal, direto do set

O longa do cantor Sidney Magal ainda não tem data para a estreia, mas irá mostrar a jornada do artista, que foi transformadora

O longa do cantor Sidney Magal ainda não tem data para a estreia, mas irá mostrar a jornada do artista, que foi transformadora Foto/Reprodução

A visita ao set de filmagens de Meu Sangue Ferve por Você, cinebiografia do cantor Sidney Magal, foi diferente.

Afinal, no palco do teatro da Galeria Olido, cerca de 140 figurantes se amontoavam para gravar a última cena do filme, ainda sem data de estreia. Ou seja: tudo que foi visto não pode ser compartilhado, por ser spoiler.

Spoiler? Termo estranho para falar sobre um dos músicos mais conhecidos do País. O que se pode dizer, porém, é que a jornada de Sidney Magal, de 71 anos, foi transformada no que ele mais gosta: uma história de amor.

Há brilhos, paetês e aquele típico movimento de quadril que tanto encantou (e apaixonou) homens e mulheres nos anos 1970 e 1980. Tudo muito bem incorporado por Filipe Bragança que, de peruca, se transforma em Magal.

No entanto, o fio narrativo não é a jornada tradicional do cantor, mas sim a relação de Sidney e Magali, casal que já completou 40 anos de união. “Gosto de contar histórias escondidas de ídolos conhecidos”, afirma o diretor Paulo Machline, de Trinta e Pelé. “Entrego os maiores sucessos do Magal, mas também entrego uma história de amor que é desconhecida do grande público.”

Na cena vista pela reportagem, Magal e Magali estão lutando para ficarem juntos. No meio deles, há um empresário cínico, carregado de sotaque argentino e interpretado por Caco Ciocler, que não quer saber disso. Afinal, como fica a paixão dos fãs se souberem que Magal tem uma pretendente? “Você vai cantar apenas em churrascarias”, exclama o empresário, durante a cena. Tudo isso foi realmente vivido por Sidney que, além da cinebiografia, também verá sua vida ser lembrada em outros dois projetos audiovisuais.

Foto/Reprodução

Primeiro filme 

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O primeiro, que deve sair do papel ainda em 2022, é um documentário que celebra Magal, falando sobre sua vida, pessoal e profissional, e como arregimentou uma multidão de fãs. É um filme-celebração. Depois, essa ficção, ainda sem data de estreia, mas com as filmagens quase completas. O outro, mistura dos dois, de ficção e documentário, é uma série para o Disney+ que deve entrar ainda mais a fundo na vida de Sidney Magalhães – o nome verdadeiro do cantor do sucesso Sandra Rosa Madalena. Joana Mariani, produtora e cineasta que comandou o documentário, é quem orquestra todos os projetos sobre o artista.

Como é, para Magal, ser retratado e homenageado em vida? “O artista geralmente faz questão de mostrar seu lado artista, mas consegui um público que gosta muito de mim, da minha vida, não só da minha música”, afirma Sidney, nos bastidores do set de filmagem. “É muito emocionante fazer isso em vida. Tudo isso foi surgindo agora, quando estou em atividade. Com isso, vêm três emoções: primeiro, me questiono se mereço isso, depois, acho que sim ao olhar para trás e ver a minha história e, por fim, fico ansioso pelo resultado.”

Nos bastidores, é evidente como os atores Filipe Bragança (Cinderela Pop) e Giovana Cordeiro (Pantanal) se entenderam e compreenderam a força e a complexidade da relação entre os dois. Ele parece saído de uma cápsula do tempo, de tão parecido que ficou – a voz atingiu a entonação exata. Ela passa a força e a paixão de Magali.

Filipe, aliás, entrou aos 45 do segundo tempo, quando José Loreto precisou declinar do papel de protagonista, mesmo após uma longa preparação. Apesar da correria, deu certo. “O desafio de interpretar alguém que existe ou existiu é grande. Ter o Magal em vida é muito importante. Já nos encontramos e trocamos muito, descobrindo mais sobre quem é o Sidney Magal e quem é, também, o Sidney Magalhães.”

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Giovana, enquanto isso, está no projeto desde 2018, quando fez o teste para a personagem. “Pesquisei muito sobre a Magali, testei muitas coisas, imaginei muito sobre ela, quais são as suas histórias”, observa a atriz.

Magali, enquanto Magal chora relembrando o passado, suas histórias e conquistas, deixa claro como está feliz com essa representação no cinema. “É preciso deixar, na sua vida, uma história bonita, de amor, de família, de artista que tem uma vida normal. Eu acho isso emocionante”, acrescenta Magali Magalhães.

Foto/Reprodução

‘Ele mostrava uma liberdade que eu, criança, queria’, diz Emanuelle Araújo

Com essa história de amor sendo o fio da meada de Meu Sangue Ferve por Você, não dá para fugir dos tons de fábula do filme. E isso influencia os personagens secundários, especialmente o empresário vivido por Caco Ciocler e a mãe de Magali, interpretada por Emanuelle Araújo, que são contra a paixão do casal.

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“É um vilãozão argentino, com sotaque cara de pau. Essa história do Magal com esse empresário foi séria, mas ele não fala sobre isso. O filme coloca esse empresário, Jean Pierre, como uma barreira nessa jornada. É como se fosse o Scar, de O Rei Leão, em uma história de amor”, conta Ciocler.

Já Araújo faz o papel da mãe que não aceita ou não entende o relacionamento da filha com um artista como Magal. Fã declarada, a atriz não só se apresentou no Domingão do Faustão como Magal, como garante que seu sonho de infância era ser, de fato, o cantor.

“O Magal, naquela época, fazia mulheres, homens e crianças morrerem de amor por ele. Acho que era um espírito libertador. Ele vinha com toda a sua arte pop, brasilidade, e com uma liberdade que eu, criança, queria para mim”, diz.

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Estadão Conteúdo.

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