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Cinema

Documentário “Luis Humberto: O Olhar Possível”, estreia na próxima semana

O curta tem estreia nacional marcada para 28 de novembro no Cine Brasília, integrando a Mostra Brasília do 52º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Aline Rocha

Publicado

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Da Redação
[email protected]

Luis Humberto, artista e pensador da fotografia conhecido por registrar política, paisagens e cotidiano, chega às telas do cinema por meio de produção da Machado Filmes, com realização da Levante Filmes e sob direção de cineastas brasilienses.

Com estreia nacional marcada para às 18h do dia 28 de novembro no Cine Brasília, integrando a Mostra Brasília [competitiva] do 52º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o curta-metragem documental Luis Humberto: O Olhar Possível, com argumento e direção de Mariana Costa e Rafael Lobo, traça um íntimo e delicado olhar sobre as biografias pessoal e profissional do artista.

O ponto de partida para a estrutura do documentário, foram entrevistas com o próprio personagem do filme. Como resultado, uma “narrativa baseada na biografia do artista para entender como seu contexto histórico e de vida influenciaram o processo do seu pensamento e obra, a partir do seu próprio ponto de vista”, ressalta o diretor Rafael Lobo, que revela: “durante nossas mais de dez sessões [com ele], fomos percebendo o ganho de sua intimidade”.

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Para favorecer o processo introspectivo, as gravações foram realizadas em espaços íntimos “de forma que ajudasse a conduzir as narrações de sua memória afetiva”, explica Lobo. Ilustram as falas [em off], além de célebres fotos, trabalhos inéditos e vídeos caseiros [em VHS], que o mostram habitando ambientes particulares e tão icônicos em seu trabalho. Como efeito, comenta o Lobo: “atingimos o tom poético e estético de representa-lo percorrendo temas e espaços imaginários”.

Toda a capitação foi realizada com duas câmeras. Uma para planos gerais, situando-o no ambiente, seguindo as características das lentes grande-angulares que ele utiliza para fotografar esses mesmos espaços. A segunda, o filma mais de perto, buscando a intimidade com o artista e sua sensibilidade, nos detalhes de expressão corporal.

A iluminação naturalista, com o mínimo de interferência na qualidade da existente no ambiente, faz-se aproximar do desenho de luz encontrado nas fotos de Luis Humberto. A narração, na voz do personagem, é o grande foco sonoro. Já o som ambiente, dos espaços por onde ele se move, como o da manhã em sua casa e nos silêncios que surgem durante o próprio ato introspectivo do pensamento de Luis, valorizam momentos de respiro da condução narrativa. O filme também é entremeado de músicas para ressaltar o contraste entre momentos de humor e nostalgia.

Mariana Costa faleceu durante a produção do filme, a quem Luis Humberto dedica a seguinte mensagem: “Cansada, Mariana resolveu antecipar a partida. Deixou um rombo imenso nos corações dos afetos. Eu, beneficiário de sua generosidade, falo da perda, da falta e da alegria de tê-la conhecido. Obrigado Mariana e até logo Mariana”. “Luis Humberto: O Olhar Possível” foi realizado com recursos do FAC – Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal e é dedicado a Mariana Costa.

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