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Celso Portiolli e SBT serão investigados por maus-tratos a rã no Domingo Legal

OUTRO LADO: Emissora diz que não se manifestará sobre o caso; apresentador não respondeu à coluna

Redação Jornal de Brasília

09/04/2026 6h31

Reprodução SBT

Gabriel Vaquer
Folhapress


O Ministério Público de São Paulo abriu uma investigação na terça-feira (7) contra Celso Portiolli e o SBT. O órgão quer saber se o apresentador e a emissora praticaram maus-tratos contra uma rã durante a exibição do Domingo Legal no dia 22 de março.

Uma queixa-crime foi apresentada pelas ONGs Canto da Terra e pelo Instituto Thaís Vidotto, as mesmas que processaram a Globo por causa do documentário “Vida de Rodeio”, de 2025. Procurado pela coluna, o SBT diz que não se manifestará sobre o assunto. Até a última atualização deste texto, Portiolli não respondeu aos contatos feitos pela coluna por email desde a manhã de quarta-feira (8).

A suposta violência contra o animal teria ocorrido durante o quadro Cardápio Surpresa. Nele, uma chef de cozinha oferece iguarias exóticas para convidados famosos. A maioria dos pratos envolve bichos crus ou animais que causam asco no telespectador, como insetos e anfíbios.

Naquele dia, Portiolli recebia o influenciador Lucas Guimarães e a cantora Manu Bahtidão. A confusão começou quando a rã foi colocada em cena e, assustados, os participantes deixaram o animal escapar. O apresentador precisou correr pelo cenário para tentar recuperar o bicho. “Estou com a mão na perereca!”, brincou.

Em seguida, a chef que preparou o prato disse que outras rãs foram trituradas no liquidificador para realizar a receita, uma espécie de sopa que os convidados tiveram que provar. A cena viralizou nas redes sociais.

Nos dias seguintes, entidades que lutam contra a violência animal divulgaram notas de repúdio contra o apresentador e a emissora, alegando que seria uma situação ultrapassada para ser exibida nos dias de hoje na televisão.

Após a queixa-crime, o Ministério Público começou diligências para tentar comprovar os fatos denunciados pelas ONGs. Portiolli e o SBT devem ser notificados nos próximos dias para apresentarem suas defesas.

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