Menu
Celebridades

Relembre 10 disputas por heranças milionárias de famosos brasileiros

Espólios de personalidades como Gugu Liberato, Chico Anysio, Pelé e Betty Lago também foram parar na Justiça

Redação Jornal de Brasília

07/06/2023 8h11

Foto: Reprodução

A disputa pela herança de cerca de R$ 1 bilhão deixada pelo apresentador Gugu Liberato, que morreu em 2019 aos 60 anos, nos Estados Unidos, vítima de acidente doméstico, voltou a ser um dos assuntos mais comentados da internet nos últimos dias.

O caso veio à tona com força total em 22 de maio, quando foi realizada uma audiência na 9ª Vara de Família e Sucessões do foro Central de São Paulo, que reuniu as filhas gêmeas do apresentador, Marina Sofia, de 19 anos, o primogênito João Augusto, de 21, a companheira do comunicador e mãe dos jovens, Rose Miriam di Matteo, e a irmã de Gugu, Aparecida Liberato.

No documento, ele não reconheceu Rose como companheira em união estável e nomeou a irmã como responsável por cuidar de seu espólio (bens divididos entre os herdeiros). Nele, o apresentador deixou 75% do patrimônio aos três filhos com Rose e os 25% restantes para os cinco sobrinhos.

Agora, Rose pleiteia o reconhecimento de união estável com Gugu ao longo dos 20 anos em que viveram juntos. Desde a morte do comunicador, a família vem reforçando a ideia de que eles tinham uma relação de amizade. Marina e Sofia apoiam a tentativa da mãe em anular o testamento e João Augusto defende o lado de Aparecida, inventariante do irmão.

Se a Justiça de São Paulo reconhecer o pedido, Rose passará a ter direito ao espólio de Gugu – metade da herança. Os outros 50% serão transmitidos obrigatoriamente aos três filhos.

Enquanto o tão aguardado dia do veredicto final não chega, os bastidores do caso Gugu ganham cada vez mais destaque. Opiniões opostas entre os envolvidos no testamento, exposição nas redes sociais, vazamento de declarações comprometedoras e escândalo envolvendo terceiros, são alguns enredos que chamam a atenção e mostram que após a morte, nem sempre familiares e amigos conseguem conciliar com facilidade a divisão dos bens.

Pelé

A herança de Pelé, avaliada em aproximadamente 15 milhões de dólares (R$ 75 milhões), é alvo de uma disputa judicial que envolve o ex-goleiro Edinho, filho mais velho do Rei; Gemima Lemos, enteada do ex-jogador; e a viúvia Márcia Aoki.

Segundo o testamento, 30% da fortuna ficou para Márcia, e o restante seria divido entre os sete filhos de Pelé, que morreu em dezembro de 2022, aos 82 anos, em decorrência de um câncer no cólon.

Joshua e Celeste Nascimento, filhos do ex-jogador, entraram com pedido na justiça para que a enteada Gemima seja reconhecida como filha socioafetiva, o que lhe daria direito a herança.

Em fevereiro deste ano, Edinho, teve dois pedidos para ser inventariante do processo de repartição da herança negados pela Justiça de São Paulo. No pedido inicial, de 13 de fevereiro, o ex-goleiro afirmou que era o responsável pela administração dos bens do pai durante os últimos momentos dele no hospital.

A juíza Suzana Pereira da Silva, da 2ª Vara de Família, responsável pelo caso, não acatou o pedido de Edinho. Além disso, determinou que o direito de ser inventariante cabe à viúva, Márcia Aoki.

O ex-goleiro também pediu para que a separação da herança do pai ocorresse em sigilo. Contudo, a justiça também negou e, segundo apontou a juíza, o processo pode interessar a possíveis credores de Pelé, que morreu em dezembro de 2022, aos 82 anos, em decorrência de um câncer no cólon.

Marcos Paulo

As três filhas do ator e diretor Marcos Paulo (1951-2012), Mariana Simões, Giulia Costa e Vanessa Simões, e a atriz Antonia Fontenelle, com quem ele teve um relacionamento estável entre 2005 e 2012, recorrem à Justiça. A disputa pelo espólio foi motivada por discordâncias entre dois documentos.

Com data de 2005, o primeiro documento diz que as herdeiras de Marcos Paulo eram as três filhas. No segundo, protocolado em 2006, Fontenelle se tornava a principal herdeira, enquanto as três filhas dividiram outra parte da herança, avaliada em R$ 30 milhões.

Segundo a decisão do tribunal, Fontenelle teria direito a 25% do patrimônio. Nove anos depois, ela decidiu pôr um fim na batalha judicial e ficar com 12,5% do patrimônio deixado pelo ex-marido, que morreu em 2012, após uma luta contra um câncer de esôfago.

Wando

O cantor Wando (1945-2012) deixou um patrimônio avaliado em mais de R$ 10 milhões, que é disputado por nove pessoas, entre filhos, netos, uma irmã e duas ex-companheiras. Em 2022, a psicóloga Renata de Vasconcelos conseguiu provar que vivia uma união estável com o o artista. Com isso, ela terá direito a parte da herança.

Katiuscia, uma filha que Wando não reconheceu e que vive na Alemanha, e a irmã Maria das Graças, que diz morar de favor em Congonhas, Minhas Gerais, estão entre as nove pessoas que disputam uma parte do patrimônio milionário do cantor.

Betty Lago

A atriz Betty Lago (1955-2015), que morreu em decorrência de complicações de um câncer, deixou um testamento que contemplava 80% de seu patrimônio ao filho Bernardo. Patrícia, a outra filha da artista, entrou na Justiça para contestar. Ela alegou que Betty estava debilitada e não teria condições de tomar esta decisão.

Em 2020, o caso foi dado como finalizado quando a Justiça deu ganho de causa a Bernardo. Os laudos médicos apontaram que Betty estava completamente ciente de seus atos. Patrícia ficou com 20% da herança da atriz, previsto inicialmente.

Rolando Boldrin

A obra do artista Rolando Boldrin, que morreu aos 86 anos, em novembro de 2022, tem sido alvo de disputa entre os filhos e a viúva, Patrícia Boldrin. Em seu testamento, o apresentador do icônico Sr. Brasil desejava que a mulher tivesse controle sobre os direitos autorais de suas músicas. No entanto, a decisão foi contestada por Vera Boldrin, filha única do artista com a cantora Lurdinha Pereira.

Marcus Boldrin, neto que Rolando adotou legalmente como filho quando tinha 12 anos, também teria, supostamente, direito sobre a obra do cantor. Ele seria visto pela lei como um dos herdeiros.

Porém, os herdeiros legais de Rolando apontam que a decisão judicial seria inconstitucional. Visto a legislação brasileira afirma que metade do patrimônio deixado por uma pessoa morta deve ser destinado aos herdeiros.

Eles contestaram a validade do testamento, afirmando que “não ter certeza sobre a veracidade do documento porque ele não foi assinado e celebrado na presença deles” ou até mesmo realizado em reunião formal.

Estadão Conteúdo

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado