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Celebridades

MC Poze acumula investigações por suspeita de apologia ao crime e tráfico

Marlon Brandon Coelho Couto Silva, 27, o MC Poze do Rodo, foi alvo nesta quarta-feira (15) de uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de lavagem de dinheiro

Redação Jornal de Brasília

15/04/2026 15h39

Foto: Reprodução


SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Marlon Brandon Coelho Couto Silva, 27, o MC Poze do Rodo, foi alvo nesta quarta-feira (15) de uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado a apostas ilegais e movimentação de recursos em larga escala.

Conhecido por músicas que retratam o cotidiano das favelas do Rio de Janeiro, especialmente o Complexo do Rodo, que inspirou seu nome artístico, o cantor se tornou um dos nomes mais populares do funk e do trap no país, com agenda de shows frequente e cachês elevados.

A trajetória, no entanto, é marcada por episódios recorrentes envolvendo a polícia. Poze já havia sido preso em 2019 e voltou a ser alvo de investigação em maio de 2025, quando teve a prisão temporária decretada sob suspeita de apologia ao crime e envolvimento com o tráfico de drogas. Na ocasião, permaneceu detido por cinco dias e deixou o presídio após decisão judicial.

Investigações policiais citam apresentações realizadas em áreas dominadas por facções criminosas, com a presença de homens armados na segurança dos eventos. Um dos episódios investigados envolve um show na Cidade de Deus, em maio do ano passado, em que vídeos mostram o cantor exaltando lideranças do tráfico enquanto um homem com fuzil aparece na plateia. Dias depois, um policial civil foi morto na mesma região.

Além disso, o artista foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por tortura e extorsão contra um ex-empresário. A defesa nega as acusações. Nas redes sociais, ele costuma ostentar carros de luxo, joias e uma rotina de alto padrão.

Na investigação atual, o nome do cantor aparece entre alvos da Polícia Federal. A decisão judicial sobre o caso inclui Poze entre os investigados submetidos a medidas como prisão temporária, buscas e apreensões e quebra de sigilo, no contexto de uma estrutura que envolve apostas ilegais, movimentação de recursos e ocultação patrimonial.

O documento não detalha a função específica desempenhada por ele dentro da organização. O advogado de Poze, Fernando Henrique Cardoso Neves, afirmou em nota que desconhece o teor do mandado de prisão. “Com acesso aos mesmos, se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário.”

A operação, chamada Narco Fluxo, mira uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de lavagem de dinheiro e transações ilegais. De acordo com a Polícia Federal, o grupo utilizava mecanismos para ocultar e dissimular a origem dos valores, incluindo operações financeiras de grande porte, transporte de dinheiro em espécie e uso de criptoativos.

Em São Paulo, também foi preso MC Ryan, apontado pelas investigações como líder do esquema. Defesa dele diz que todas as suas movimentações financeiras são lícitas.

Cerca de 200 policiais federais cumprem 90 mandados judiciais, entre prisões temporárias e buscas e apreensões, expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos. As ações ocorrem em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Também foi determinado o sequestro de bens. Foram apreendidos veículos, valores em dinheiro, documentos e equipamentos eletrônicos. Em uma das ações, policiais encontraram armas e um colar com a imagem do narcotraficante colombiano Pablo Escobar dentro de um mapa do estado de São Paulo.

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