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Celebridades

Leandro Hassum mostra faceta dramática em ‘Tudo Bem no Natal que Vem’

O longa repete a parceria de sucesso dos cinemas de Hassum, Cursino e o diretor Roberto Santucci, que fizeram juntos os três filmes “Até que a Sorte nos Separe”, e os dois “O Candidato Honesto”

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Chega o Natal, e já virou clichê a frase: “Caramba, eu não vi o ano passar”. O roteirista Paulo Cursino resolveu dar um sentido literal para a expressão: O que aconteceria com um homem que de fato não se lembrasse de nada do que ocorreu ao longo dos meses, e vivesse eternamente na véspera da celebração, saltando de um Natal para o outro, ano após ano?

É essa a história de Jorge, o protagonista vivido por Leandro Hassum, 57, em “Tudo Bem no Natal que Vem”, primeira produção de Natal da Netflix no Brasil, que estreia nesta quinta (3). O longa repete a parceria de sucesso dos cinemas de Hassum, Cursino e o diretor Roberto Santucci, que fizeram juntos os três filmes “Até que a Sorte nos Separe”, e os dois “O Candidato Honesto”.

A cada ano, Jorge precisa lidar com as transformações em sua vida e na de sua família –muitas das quais decorrentes de atitudes suas, mas que ele não faz a menor ideia. Em princípio, o rabugento personagem não gosta do Natal, data em que também comemora o aniversário.
Na visão dele, é tudo sempre a mesma coisa: trânsito, correria e estresse. São iguais até mesmo alguns dos diálogos e piadas em família, como a do doce de pavê. “É para ver ou para comer?”, diz um tio da sua mulher. Com o tempo, porém, algumas mudanças são drásticas e o humor cede espaço ao drama do terceiro ato para o fim do longa.

Cursino destaca que as outras produções do trio já tinham um pouco dessa intenção de emocionar. “É muito legal as pessoas irem ver uma comédia e, no final, ser surpreendido por uma mensagem importante, uma coisa positiva, que toque o coração mesmo”, afirma o roteirista.

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Em “Tudo Bem no Natal que Vem” isso se acentua. Tanto que eles tiveram dúvidas se deveriam seguir no dramalhão. Persistiram e agradecem à Netflix por bancar o desafio. “Porque é uma comédia, mas não tem piada no terceiro ato”, ressalta Santucci.

Para o diretor, o filme é um dos mais dramáticos de Hassum e vai revelar ao público uma faceta dele pouco conhecida. “Ele precisa entregar uma dramaticidade que, se ela não funcionar, o filme não funciona. E não adianta fazer piada porque nem tinha piada para fazer”, diz.

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Para o ator e humorista, colocar essa carga dramática no personagem não foi exatamente um desafio a mais, porque a comédia, segundo destaca ele, já carrega em si muito disso. Hassum lembra de uma frase que ouviu da atriz, diretora e dramaturga Denise Stoklos: “Ela disse: ‘O humor é extremamente trágico’. Isso ligou uma chave dentro de mim. O palhaço pinta a cara para esconder a sua dor. Então, acaba sendo mais simples, por mais que seja surpreendente para o público, para o leigo. É mais técnico do que um assombro.”

Ele cita também o comediante norte-americano Jerry Lewis (1926-2017), um dos seus ícones e com quem dividiu o set de gravações em “Até que a Sorte nos Separe 2” (2013). “Ele me disse quando a gente estava gravando: ‘As pessoas me perguntam como foi fazer um papel dramático. Eu falava que era muito mais fácil, difícil era fazer o ‘O Professor Aloprado’ [1963]. Realmente, a comédia do exagero, da careta, é uma técnica extremamente difícil”, completa Hassum.

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As gravações do filme se encerraram em dezembro de 2019, meses antes da pandemia do novo coronavírus. Para o ator, a arte tem sido fundamental e atuado como “um remédio para tratar a alma” neste ano tão atípico.

“O comediante tem essa função, desde que começou a flexibilização, eu comecei a vir para o Brasil [ator mora nos Estados Unidos] para fazer o meu show drive-in. O pessoal fala: ‘Você é louco, fazer show para carro. E eu digo não, eu estou ajudando o público neste momento de dor, e estou me ajudando, porque para o comediante é fundamental estar em cena, é a minha vida. O artista sem palco é um corpo sem coração”, diz.

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“Tudo Bem no Natal que Vem”, segundo salienta Hassum, coloca uma lente de aumento nas pequenas coisas do dia a dia. “O meu personagem, o Jorge, mostra isso ao longo do filme, como não se pode perder momento algum da vida.”

LIBERDADE

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O roteirista Paulo Cursino afirma que sentiu muito mais “liberdade para escrever” para o streaming, uma vez que o longa já tem seu espaço de exibição garantindo na plataforma –e, portanto, não depende do desempenho das primeiras semanas nos cinemas para conseguir mais ou menos espaço. “Ele foi pensado para o streaming. É claro que isso muda um pouco a linguagem, a forma da abordagem. Talvez, no cinema, ele tivesse um final diferente.”

Ele e Santucci destacam também que é um sonho ter a produção disponível para 190 países e milhões de pessoas ao redor do mundo. Cursino salienta ainda que ele já tinha a ideia principal do longa há cerca de dez anos. “É um filme que dialoga muito com a tradição do conto de Natal, com as histórias de Natal, inclusive, carregando forte na emoção. E dialoga também com o moderno ao trazer uma linguagem brasileira e o humor mais brasileiro”, diz.

Uma de suas referências, revela Cursino, é o filme “A Felicidade Não se Compra” [1946], do diretor Frank Capra, e um clássico de Natal dos americanos. “E o grande barato [da nossa produção] é fazer um Natal brasileiro, com sol, com a nossa cultura”, enfatiza.

As informações são da FolhaPress

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