A criadora de “Harry Potter”, a escritora britânica JK Rowling, prometeu continuar manifestando sua oposição ao “ativismo trans” e apoiar financeiramente mulheres que recorram à Justiça para defender seus direitos, em um novo ensaio publicado nesta quarta-feira (21).
Rowling, de 61 anos, está há anos envolvida em polêmicas sobre o tema. Ela defende que a definição de mulher deve se basear exclusivamente no sexo biológico, posição que provocou forte indignação entre ativistas e atores da saga “Harry Potter”.
A escritora rejeita as acusações de transfobia, afirmando que sua preocupação é com o possível impacto do ativismo transgênero sobre os direitos das mulheres e sobre os espaços destinados exclusivamente a elas.
“Continuarei falando, continuarei usando meu dinheiro para ajudar mulheres que, de outra forma, não teriam condições de recorrer à Justiça”, afirmou a romancista em um longo ensaio publicado em seu site.
“Se um homem pode ser uma mulher, então não existe tal coisa como uma mulher”, sustentou.
“Talvez isso não importe para você pessoalmente, mas importa para milhões de mulheres que não podem se dar ao luxo de fingir que seu sexo não importa. Continuo ao lado delas”, acrescentou.
As posições críticas de Rowling sobre questões de gênero conquistaram a simpatia de parte das feministas e contribuíram para ampliar os debates sobre liberdade de expressão e “cultura do cancelamento”.
Mas também renderam duras críticas à escritora.
A autora expôs suas opiniões sobre o tema pela primeira vez em um ensaio de 2020, que provocou forte reação de ativistas pelos direitos das pessoas transgênero e de outros grupos.
O ator Daniel Radcliffe, que interpretou Harry Potter na série de filmes, está entre os que se distanciaram publicamente dela.
Segundo Rowling, o novo ensaio é uma atualização de sua publicação de 2020.
“Minhas opiniões não mudaram… mas o cenário certamente mudou, e meu próprio envolvimento com o tema se tornou prático, além de teórico”, explicou.
Em abril de 2025, a Suprema Corte do Reino Unido decidiu que a definição legal de mulher se baseia no sexo de nascimento. A decisão provocou temores de que possa resultar em discriminação contra pessoas trans.
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