A disputa judicial envolvendo a mansão de Ana Hickmann, em Itu (SP), ganhou novos desdobramentos nessa quarta-feira, 25. O leilão do imóvel, avaliado em cerca de R$ 35 milhões, foi suspenso por decisão liminar da Justiça de São Paulo após embargos apresentados pela defesa da apresentadora. A informação foi confirmada pela empresa Biasi Leilões ao Metrópoles. O Estadão procurou a empresa leiloeira e as defesas de Ana Hickmann e Alexandre Correa sobre a suspensão, e aguarda retorno.
Com a decisão, o processo de venda judicial fica temporariamente interrompido até que o mérito do recurso seja analisado.
Credora tenta reverter paralisação
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, a credora Danielle Murayama Fujisaki apresentou um Agravo de Instrumento para tentar derrubar a suspensão e retomar o leilão.
No recurso, a empresária sustenta que a decisão que interrompeu a venda não teria sido suficientemente fundamentada. Ela argumenta que a Justiça considerou “plausíveis” as alegações da apresentadora sem exigir comprovação concreta.
Danielle também afirma que a mansão é uma copropriedade de Ana Hickmann e Alexandre Corrêa, mas que apenas o empresário teria oferecido sua parte como garantia da dívida. Para a credora, o leilão não representaria risco irreversível à comunicadora.
Alienação ao banco e impasse jurídico
Outro ponto levantado no recurso envolve o Banco Daycoval, apontado como titular da alienação do imóvel. De acordo com Danielle, a instituição financeira já teria se manifestado na ação e não teria se oposto ao leilão.
A defesa de Ana Hickmann, por sua vez, sustenta que a mansão está alienada ao banco e, por isso, não poderia ser utilizada para satisfazer o crédito da empresária.
No recurso, a credora ainda afirma que, por se tratar de um imóvel de alto padrão, a demora na realização do leilão pode provocar desvalorização, o que a prejudicaria diretamente.
Estadão Conteúdo