Dave Grohl, fundador do Foo Fighters, finalmente explicou o motivo da demissão do baterista Josh Freese, que saiu da banda em maio de 2025.
Em entrevista ao radialista e apresentador Zane Lowe, da Apple Music, Grohl falou pela primeira vez sobre a decisão tomada pela banda. O músico começou explicando como foi difícil continuar com a banda após a morte do baterista Taylor Hawkins, em 2022.
“Tivemos Taylor Hawkins como nosso baterista por 25 anos e, além de ser um baterista incrível, ele era uma pessoa extraordinária”, começou Grohl. Hawkins morreu aos 50 anos, na Colômbia, um dia antes de se apresentar no Brasil. “Ele era um ser humano incrível e era como um irmão para nós. Era nosso melhor amigo. Então, continuar depois do Taylor foi muito complicado, não só para nós, mas para qualquer baterista que fosse entrar para ocupar o seu lugar.”
Dave continuou dizendo que o primeiro ano e meio com Josh Freese no lugar de Taylor foi divertido e com ótimos shows, mas após o fim da turnê, em setembro de 2024, todos se afastaram da banda.
Foi nesse hiato que eles decidiram dispensar Freese. “Naqueles seis ou sete meses, como banda, conversamos sobre o que fazer a seguir, uma nova direção, e pensamos: ‘Ok, vamos ligar para o Josh e avisá-lo que vamos seguir em frente com um baterista diferente’.”
Grohl deixou claro que foi uma decisão da banda e que eles avisaram Freese em conjunto. “Ligamos, como banda, todos nós ligamos, não fui só eu”, explicou. “Basicamente, ligamos para o Josh e dissemos: ‘Cara, foi incrível. Foi demais, muito obrigado, mas vamos seguir em frente e encontrar outro baterista'”.
Sem dizer qual foi a resposta de Josh, o músico contou que logo depois não fizeram nenhum anúncio nem falaram nada sobre o assunto. “Não dissemos nada. Desde então, tem havido muita conversa sobre isso, mas acho que o Josh resumiu bem quando disse que não sentia que nossa música realmente o tocava, e isso é muito importante.”
A banda substituiu Freese por Ilan Rubin, que havia tocado no Nine Inch Nails. Já Freese voltou para o NIN, substituindo Rubin no que acabou sendo uma dança das cadeiras.
Estadão Conteúdo