SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS)
Chuck Norris, que morreu ontem aos 86 anos, ficou marcado também por uma história curiosa com o jiu-jítsu brasileiro: ele disse que foi apagado por um Gracie durante um treino no Rio.
Chuck Norris contou em 2012 que conheceu o jiu-jítsu ao visitar o Rio e foi treinar na academia dos Gracie. Ele relatou que pediu para treinar com a família.
Ao lembrar do treino, Norris disse que foi para o chão com Rickson e depois com Royce e se sentiu como se nunca tivesse feito uma aula. “Foi como se eu nunca tivesse ido a uma aula na minha vida. Ele brincou comigo”, afirmou ao descrever o treino com Rickson.
Na sequência, ele afirmou que o Sr. Gracie pediu que ele desse um soco e que, ao recusar, apagou ao ser estrangulado. “A última coisa que me lembro é de levar a mão para trás, e a próxima recordação é de eu acordar depois de ser estrangulado e ficar inconsciente”, disse.
Depois do episódio, Norris disse que passou a treinar jiu-jítsu em Los Angeles com Rorion Gracie e com os irmãos Machado. Ele afirmou que ficou ligado ao grupo por décadas.
Chuck Norris teve carreira ligada às artes marciais e era faixa preta em diferentes modalidades. A lista inclui judô, jiu-jitsu brasileiro (3º grau), karatê, taekwondo, tang soo do e chun kuk do.
O carioca Rigan Machado construiu fama nos EUA dando aulas de jiu-jitsu para celebridades em Beverly Hills. Ele disse em 2014 que apostou em uma clientela formada por astros de Hollywood, músicos e filhos de famosos.
Rigan afirmou que Chuck Norris foi decisivo para ele conseguir permanecer legalmente no país e abrir a academia. “Foi ele quem me legalizou nos Estados Unidos. Eu queria voltar ao Brasil e ele falou: ‘não, vamos abrir a academia, te ajudo a conseguir a legalização'”, disse.
Entre os nomes citados como alunos, Rigan mencionou Ashton Kutcher e disse que o ator ajudou a impulsionar a academia. Ele também afirmou que celebridades como Vin Diesel, Paul Walker, Mel Gibson, Mickey Rourke, Mykelti Williamson e Ziggy Marley já passaram por seu tatame.