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Economia

Transferência em 10 segundos só com CPF ou e-mail

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirma que o PIX é um dos principais projetos da autarquia

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SERVIÇO

O que é o PIX?

O PIX é um novo meio de pagamentos e transferências desenvolvido pelo Banco Central para facilitar as transações financeiras. Não é um aplicativo nem banco. Funciona com as contas que o cliente já tem em alguma instituição financeira. Ele deve ser o substituto dos DOCs e TEDs, por ser gratuito e estar disponível a qualquer hora, sete dias por semana, com transações instantâneas.

Para que serve?

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O PIX servirá para transferências de dinheiro, seja entre pessoas físicas ou jurídicas, e para fazer e receber pagamentos. No caso dos pagamentos, será possível realizar compras e pagar ao lojista imediatamente pelo celular, via aplicativo da instituição bancária do consumidor, sem precisar de dinheiro, cartão de crédito ou boleto. Os órgãos governamentais também vão aderir ao PIX, para que os cidadãos possam pagar contas e tributos de forma instantânea.

COMO FUNCIONA O PIX?

As transações serão feitas principalmente por QR Code e pelo uso da chamada “chave Pix” (um dado pessoal previamente cadastrado), mas também há a possibilidade de fazer o preenchimento manual dos dados.

Como se cadastrar

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A partir de hoje, estará disponível o registro da “chave Pix” nas instituições financeiras. O cliente poderá registrar CPF, CNPJ, e-mail, número do celular ou ainda uma chave aleatória (formada por números, letras e símbolos gerados aleatoriamente), que ficará vinculado a uma conta. Com essa chave será possível receber e fazer transferências e pagamentos. O cadastro da chave não é obrigatório, mas o Banco Central recomenda, por segurança. Cada conta pode ter até cinco chaves diferentes destinadas a ela. O cliente que tiver conta em mais de um banco deverá cadastrar uma chave PIX para cada um deles. Por exemplo: no banco A, o cliente cadastra o CPF; no banco B, cadastra o número de celular, e assim por diante. Os clientes pessoa física podem ter 5 chaves para cada conta da qual forem titular, enquanto os clientes pessoa jurídica podem ter 20 chaves para cada conta do qual forem titular.

Quanto vai custar?

Para as pessoas físicas, as transações serão gratuitas. Para pessoas jurídicas, no entanto, haverá cobrança de taxa para transferências, mas o Banco Central ainda não informou os valores. Já para as instituições financeiras haverá um custo. A cada 10 transações pelo PIX, por exemplo, R$ 0,01 será cobrado a cargo de recuperação de custos operacionais.

Será possível agendar pagamentos e transferências?

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Assim como contas tradicionais, o PIX terá recursos de agendamento de pagamentos e enviará comprovantes para quem paga e quem recebe pelo sistema. As transações feitas pelo PIX devem aparecer no extrato da conta.

O sistema é seguro?

Como a tecnologia é instantânea, o Banco Central afirma que o PIX requer segurança redobrada para não ser suscetível a fraudes. Além de contar com o sistema de segurança da própria entidade, em setembro o Banco Central revisou uma regra sobre restituição de valores transferidos por suspeita de fraude. Se houver algum comprovação de crime, será possível fazer reembolso sem autorização da pessoa que recebeu o depósito. Ainda segundo o BC, se for identificado um indício de fraude, o banco terá um tempo adicional de 30 minutos durante o dia e 60 minutos à noite para fazer uma verificação complementar e confirmar se a transação é verdadeira.

Posso cancelar uma transferência ou pagamento errados?

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Como o serviço é instantâneo, o usuário deve ter atenção aos detalhes. Valores enviados por engano não podem ser estornados automaticamente. Há uma funcionalidade de devolução total ou parcial prevista, mas a negociação só pode ser aberta pelo recebedor.

Após liquidada uma operação, eventuais devoluções somente poderão ser feitas com autorização do recebedor. Em outras palavras, um erro de transferência exigirá que o recebedor dos recursos reconheça o engano e faça o estorno.

COMO FAZER O CADASTRO DAS CHAVES

No app da instituição financeira onde tem conta, informe o dado que quer vincular ao PIX.

Para confirmação da posse da chave, a instituição vai enviar um código por SMS para o número de celular utilizado como chave (ou para o e-mail que se quer utilizar como chave, se for o caso).

Insira o código enviado pelo banco e confirme por meio de sua senha, biometria ou reconhecimento facial.

COMO USAR A CHAVE NO PIX

Acesse o app da instituição financeira onde tem conta, clique na opção do PIX e defina se será pagamento ou recebimento.

Selecione o tipo de chave para identificar o recebedor, insira a senha da instituição financeira e confirme a operação.

Qual o papel do QR CODE?

Bastante difundido em alguns países, como a China, o QR Code – o Quick Response Code, ou código de resposta rápida – vai simplificar os pagamentos. Bastará ao cliente apontar um leitor do aplicativo do banco para o QR Code gerado pelo estabelecimento comercial, por exemplo, para pagar por um serviço ou produto.

Será como pagar com cartão de débito – mas sem o cartão, sem a necessidade de digitar senha e sem a demora para que o estabelecimento receba os recursos. Essa será a versão estática do QR Code, a ser lançada já em novembro.

Para 2021, está prevista a versão dinâmica do QR Code. Nela, o código será gerado pelo cliente, e não pelo estabelecimento. Com o QR Code dinâmico, será possível, por exemplo, que uma pessoa gere um código a ser lido por uma catraca de metrô, que abrirá ao reconhecer o pagamento.

COMO USAR O QR CODE PARA FAZER PAGAMENTOS OU TRANSFERÊNCIAS?

Acesse o app da instituição financeira onde tem conta, clique na opção do Pix e defina se será pagamento ou recebimento.

Faça a leitura do QR Code. Se o valor não for informado no QR Code, insira o valor e confirme a operação por meio da senha da instituição financeira.

Quais OUTRAS POSSIBILIDADES DE PAGAMENTO PELO PIX?

O Pix também poderá ser usado para pagar compras online, contas de serviços públicos, como água, luz e gás, e taxas governamentais – o governo planeja no futuro também fazer pagamentos pelo Pix, como o do Bolsa Família.

Será possível fazer saques?

Sim, a partir do segundo trimestre de 2021, será possível fazer saques em estabelecimentos comerciais.

Como fazer COMPRAS ONLINE?

Acesse o aplicativo da instituição financeira onde tem conta e clique na opção do PIX.
Depois da confirmação dos dados do recebedor, insira valor, senha do banco e confirme a operação.

COMO FAZER PAGAMENTO DE BOLETOS?

Acesse o app da instituição financeira onde tem conta e escolha a opção do PIX.
Faça a leitura do QR Code indicado na conta, como as de luz ou água, ou no boleto. Se o valor não for informado no QR Code, insira o valor e confirme a operação por meio da senha da instituição financeira.

Como pagar TAXAS DO GOVERNO?

Acesse o app da instituição financeira onde tem conta e clique na opção do PIX.
Faça a leitura do QR Code indicado na fatura. Se o valor não for informado no QR Code, insira o valor e confirme a operação por meio da senha da instituição financeira.

COMO RECEBER UM PIX?

O cliente pessoa física também poderá receber pagamentos e transferências pelo sistema. Veja as opções:

Gerando um QR Code, por meio do aplicativo da instituição financeira ou de pagamento onde tem conta;

Informando ao pagador sua chave; ou informando os dados completos de sua conta, que terão de inseridos manualmente pelo pagador.

Concluída a transação, o recebedor receberá em tempo real uma mensagem confirmando o crédito na conta.

O pagamento ou a transferência por meio do Pix também poderá ser agendado para uma determinada data futura. Por esse modelo, será possível, em tese, que um estabelecimento comercial ofereça compras parceladas “sem juros”, como um cartão de crédito. A oferta dessa modalidade, porém, é facultativa, o cliente deverá verificar se a instituição da qual é cliente oferece essa opção.

Como comprovar pagamento e recebimento por meio do PIX?

O pagador e o recebedor sempre vão receber um comprovante da transação pelo Pix. No caso do pagador, o comprovante deverá conter, no mínimo, o número da transação, o valor, a data/hora, a descrição da transação e as informações do destinatário (quem receberá o Pix).

O histórico das transações, assim como seus comprovantes, devem estar disponíveis no extrato da conta habilitada para fazer o Pix na instituição financeira.

Como se dá a navegação de dados por meio do PIX?

Todas as transações ocorrerão por meio de mensagens assinadas digitalmente e que trafegam de forma criptografada, em uma rede protegida e apartada da internet. Além disso, no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), componente que armazenará as informações das chaves Pix, os dados dos usuários também serão criptografados. O sistema conta com mecanismos que impedem varreduras das informações pessoais e indicadores que auxiliam na prevenção contra fraudes e lavagem de dinheiro.

Como a chave estará vinculada no DICT a uma conta específica, os recursos irão para o destino correto em uma operação do Pix, sem necessidade de informar nome completo, números da agência e da conta, além do CPF ou CNPJ.

Como as empresas usarão o novo sistema de pagamentos do bc?

O Banco Central esclarece que o PIX deverá ser ofertado aos clientes pessoas físicas, pelas instituições financeiras, por meio de aplicativo para celular. Já para as empresas, o PIX deverá ser ofertado por meio do principal canal digital da instituição, podendo ser via aplicativo ou internet banking, por exemplo.

E se houver ACESSO à minha CHAVE POR TERCEIROS E ROUBO Do CELULAR?

Apesar de as chaves serem compostas por dados facilmente conhecidos por terceiros, como número de celular ou e-mail, o Banco Central afirma que a segurança do sistema não fica comprometida porque o pagador precisa usar métodos de autenticação que já usa hoje na sua conta corrente, como senha numérica ou identificação biométrica e facial.

Sobre a possibilidade de o celular ser roubado ou furtado, o BC explica que o aparelho não está vinculado ao uso do Pix. O que é determinante do ponto de vista de segurança é a senha para acesso ao aplicativo da instituição financeira.

Além do PIX, qual outra novidade está sendo implementada no sistema bancário brasileiro?

Outra revolução bancária em curso é o open banking – sistema de compartilhamento de dados, informações e serviços financeiros pelos próprios clientes bancários. O modelo está previsto para o fim de novembro e deve dar mais autonomia ao usuário. Por exemplo: um cliente bom pagador, com conta em um determinado banco e quase entrando no cheque especial, poderá receber oferta de um crédito mais barato de outro banco, mesmo sem ser correntista desta instituição.




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