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Economia

Queda na demanda derruba preço de petróleo e aumenta produto em estoque

Comerciantes lutam para armazenar o excesso do produto originado da queda de demanda causada pela pandemia do novo coronavírus

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Nesta segunda-feira (20) os mercados de Petróleo amanheceram em baixa, caindo para valores de 1999, enquanto produtores e comerciantes lutam para armazenar o excesso do produto originado da queda de demanda causada pela pandemia do novo coronavírus. 

Às 11h55 (horário de Brasília), os contratos futuros do petróleo dos EUA, na forma do contrato do WTI de junho, em que está concentrada a maior parte dos juros e volumes abertos, eram negociados em queda de 8,31%, a US$ 22,95 por barril, enquanto os players do mercado se esforçavam para sair das posições de futuros com vencimento para evitar a entrega física de cargas que eles não podem vender nem armazenar. A mínima para o contrato de junho foi de US$ 21,66 o barril, com a máxima em US$ 24,87.

O que está em questão é a grave queda na demanda global causada pelo desligamento quase universal para combater a propagação do surto de coronavírus. A indústria de petróleo vem reduzindo a produção para tentar combater um declínio estimado de 30% na demanda de combustível em todo o mundo, mas os cortes de produção da Opep e aliados, incluindo a Rússia – no valor de 9,7 milhões de barris por dia – só terão efeito a partir de maio.

Segundo a Reuters, cerce de 160 milhões de barris de Petróleo estão armazenados em navios-tanque, um recorde desde a crise financeira de 2009. Além do produto armazenado, o volume retido nos estoques dos Estados Unidos está aumentando rapidamente e, a previsão é de que a unidade de armazenamento em Oklahoma possa estar cheia até maio.

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“Como a produção continua relativamente incólume, o armazenamento está se enchendo a cada dia. O mundo está usando cada vez menos petróleo e os produtores agora sentem como isso se traduz em preços”, disse o chefe de mercados de petróleo da Rystad, Bjornar Tonhaugen.


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