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Economia

Líderes partidários duvidam que reformas sejam aprovadas em 2020, indica pesquisa

Economista-chefe da Necton, Andre Perfeito afirma que o mercado vai se decepcionar fortemente com a perspectiva de adiamento das reformas

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Catia Seabra
Rio de Janeiro. RJ

Antes programada para este ano, a votação das reformas tributária e administrativa –bem como a aprovação da PEC do pacto federativo– ficará para 2021. Já a criação do imposto sobre as transações digitais será aprovada, em pelo menos uma das duas Casas do Legislativo, ainda em 2020.

Essa é a projeção de líderes e vice-líderes partidários, segundo pesquisa encomendada pela Necton Investimentos. O estudo revela que apenas 10,4% das lideranças partidárias dizem acreditar que, em 2020, a reforma administrativa será aprovada em ao menos em uma das Casas do Congresso. Outros 86,4% responderam não acreditar que a votação ocorra ainda neste ano.

A descrença é ainda maior entre as lideranças de partidos de oposição. Apenas 5,3% afirmaram que a reforma administrativa seria levada a votação em uma das Casas em 2020, segundo a pesquisa.

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Realizado em parceria com a Vector Relações Governamentais, o levantamento ouviu 54 dos 220 líderes e vice-líderes partidários, sendo 39 da Câmara dos Deputados e 15 do Senado.

Entrevistados entre os dias 5 e 9 de outubro, esses parlamentares lançaram dúvidas sobre as chances de aprovação da reforma tributária ainda este ano. Segundo a pesquisa, 75,2% das lideranças partidárias não acreditam na sua aprovação em 2020.

Essa percepção foi sedimentada em apenas um mês, já que, em setembro, 48,4% dos entrevistados ainda afirmavam que até o final do ano a reforma seria aprovada na Câmara ou no Senado. Em agosto, 64,4% apostavam nessa aprovação. Hoje, esse índice é de somente 23,8%.

De acordo com a pesquisa, a oposição (94,7%) está convencida de que a reforma tributária não será votada até dezembro. Mas essa também é a constatação de 71,4% dos líderes dos demais partidos.

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Economista-chefe da Necton, Andre Perfeito afirma que o mercado vai se decepcionar fortemente com a perspectiva de adiamento das reformas. Para ele, esse resultado é surpreendente.

Ainda de acordo com a pesquisa, apenas 18,4% das lideranças afirmam que a proposta de emenda constitucional sobre o novo pacto federativo já estará aprovada em uma das Casas legislativas até o fim do ano.

Para o levantamento Necton/Vector Barômetro Congresso Nacional, 24 partidos com assento no Congresso são agrupados em duas categorias: oposicionistas e independentes.

No grupo de oposição ao governo de Jair Bolsonaro, foram incluídos PT, PSOL, PSB, PV, Rede, PDT e PC do B. Os demais foram classificados como independentes. Um terço dos entrevistados se definiram como independentes; outro terço se disse de oposição, enquanto 31,5% afirmaram integrar a base governista.
Para 66% dos entrevistados, a agenda econômica do governo está correta. Outros 29,2% disseram discordar dela.

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Pouco mais da metade dos entrevistados, 51,7%, disse acreditar na aprovação de um novo imposto digital, em pelo menos uma das Casas, ainda neste ano. Essa crença é maior entre as lideranças dos partidos de oposição, 52,6%.

Para 57% das lideranças partidárias, a proposta de criação do programa Renda Cidadã, substituto do Bolsa Família, estará aprovada até o final do ano em pelo menos uma das Casas. Essa é a expectativa de 60% dos parlamentares classificados como independentes, incluída aqui a base de apoio a Bolsonaro.

Já a oposição está dividida sobre a aprovação da proposta antes do final do ano. Para 42,1%, ela não será aprovada ainda em 2020. Outros 41,2% responderam que sim, enquanto 15,8% dos líderes e vice-líderes de partidos de oposição disseram não saber.

Questionados, 74,9% dos entrevistados afirmaram que o Renda Cidadã não justifica o rompimento do teto que limita os gastos do governo. Os parlamentares de oposição divergem dessa opinião: para 78,9% das lideranças que se opõem a Bolsonaro, o programa é justificativa para revisão dos limites fixados para despesas públicas.

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A maioria dos entrevistados –83,8%– afirma concordar que “sem disciplina fiscal, não é possível recuperar o crescimento econômico”. A maioria da oposição (57,9%) discorda.

A pesquisa mostra que, entre os congressistas, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, é mais bem avaliado que o ministro da Economia, Paulo Guedes.

De 1 a 10, a nota média atribuída ao trabalho de Campos Neto é de 6,5. A de Guedes é de 5,4. Entre os líderes e vice-líderes, 86,4% afirmaram acreditar na privatização de estatais até o fim do governo Bolsonaro: 22,2% apostaram nos Correios e na Eletrobras.

Os números serão detalhados nesta quinta-feira (15) aos clientes da corretora.

10,4% dos líderes entrevistados dizem acreditar que a reforma administrativa será aprovada em ao menos uma Casa do Congresso

75,4% deles não acreditam na aprovação da refora tributária ainda neste ano

18,4% afirmam que a PEC do Pacto Federativo estará aprovada em uma das Casas até o final deste ano




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