Siga o Jornal de Brasília

Economia

Inflação em agosto foi maior para as famílias mais pobres, revela Ipea

IPCA, que faz uma média da variação de preços para as famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos, ficou em 0,11% em agosto

Willian Matos

Publicado

em

PUBLICIDADE

A desaceleração da inflação em agosto foi mais intensa para as famílias de renda mais alta, enquanto os mais pobres viram os preços dos produtos mais consumidos por eles aumentar um pouco mais, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostra que as famílias com renda mais baixa sentiram uma inflação de 0,12% em agosto. No mesmo período, o custo de vida aumentou 0,08% para as famílias de renda mais elevada.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que faz uma média da variação de preços para as famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos, ficou em 0,11% em agosto.

Os preços do grupo Habitação foram os principais responsáveis pela inflação mais elevada para os mais pobres, segundo o Ipea. “As altas de itens de grande peso na cesta de consumo desse segmento, como energia elétrica (3,85%), aluguel (0,63%) e taxa de água e esgoto (1,34%), geraram um forte impacto”, diz a nota sobre o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda.

Apesar da alta nesses preços, houve alívio nos gastos do grupo Alimentação, com queda em alguns itens importantes, como tubérculos (-10,7%), verduras (-6,5%), carnes (-0,75%) e leites e derivados (-0,30%).

Por sua vez, a inflação percebida pelos consumidores de renda mais elevada desacelerou mais por causa, especialmente, da deflação nas passagens aéreas. Na média, o preço dos bilhetes ficou 15,7% mais barato em agosto, o que “possibilitou uma contribuição ainda mais favorável do grupo Transportes, implicando um alívio adicional sobre a inflação dessas famílias (da faixa de renda mais alta)”.

O indicador do Ipea separa por seis faixas de renda familiar as variações de preços medidas pelo IPCA. Os grupos vão desde uma renda familiar de até R$ 1.638,70 por mês, no caso da faixa com renda muito baixa, até uma renda mensal familiar acima de R$ 16 391,58, no caso da renda mais alta.

A taxa de inflação das famílias de renda mais baixa acumulada em 12 meses até agosto de 2019 ficou em 3,62%, mais elevada que a da faixa de consumidores mais ricos, de 3,36% no período. O IPCA acumulado em 12 meses até agosto de 2019 foi de 3,43%.

Varejo

Sete entre as oito atividades do varejo registraram crescimento nas vendas em julho ante junho, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Comércio divulgados nesta quarta-feira, 11, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na média global, houve alta de 1,0% no volume de vendas. As principais contribuições positivas foram de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,3%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,2%) e Móveis e eletrodomésticos (1,6%).

As demais taxas positivas ocorreram em Tecidos, vestuário e calçados (1,3%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,7%), Combustíveis e lubrificantes (0,5%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (1,8%).

O único segmento com queda em julho ante junho foi o de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,6%).

Quanto ao comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, o volume de vendas subiu 0,7%. As vendas de veículos, motos, partes e peças caíram 0,9%, mas Material de construção avançou 1,1%.

Estadão Conteúdo


Leia também
Publicidade
Publicidade
Publicidade