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Economia

Governo contava com o apoio dos EUA na OCDE desde a visita a Trump, diz Araújo

Ernesto Araújo, considerou “importantíssimo” o apoio dado formalmente pelos Estados Unidos nesta quinta-feira

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O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, considerou “importantíssimo” o apoio dado formalmente pelos Estados Unidos nesta quinta-feira (23) em relação à solicitação do Brasil de fazer parte da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico e Social (OCDE).

“Contávamos com isso desde a visita do presidente (Jair) Bolsonaro aos Estados Unidos. O presidente (Donald) Trump já tinha garantido seu apoio de maneira muito clara. A confirmação era esperada aqui no ambiente da OCDE”, disse, na sede da instituição a jornalistas brasileiros. “Isso foi importantíssimo neste nosso caminho para nos tornarmos membro pleno da OCDE.”

Na avaliação do chanceler, o apoio dos EUA era a principal peça que faltava para o Brasil poder começar o processo de adesão quanto antes. Mas ainda há muitos trâmites a serem seguidos até que seja dado o sinal verde para a candidatura brasileira.

Além de um entendimento sobre a forma como isso deve ocorrer, que sofre um impasse entre os EUA e os europeus, há também outros cinco candidatos. Argentina e Romênia, que estão mais avançados no processo, e Peru, Croácia e Bulgária. “Em termos práticos, essa confirmação do apoio americano foi o principal avanço aqui”, afirmou Araújo.

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O ministro comentou que, junto com o apoio ao Brasil, foi retomado o processo de ampliação da OCDE, que estava estancado. “Há o sentimento de que é uma coisa natural já começar a contar com o início do processo de adesão do Brasil. Houve todo tipo de apoio, de reconhecimento de que é uma avanço que se espera, é algo que vai contribuir para a organização”, considerou.

Os EUA formalizaram nesta quinta seu apoio à entrada do Brasil da OCDE durante sessão do conselho ministerial fechada para os membros. Não há um documento formal, apenas uma discussão.

Ampliação pode ser discutida no G-20

Araújo disse que a cúpula das 20 maiores economias do mundo (G-20) em Osaka, no Japão, no fim de junho, é o próximo espaço para a discussão sobre a ampliação da OCDE. Os EUA não desejam aumentar a entidade, que conta com 36 membros, e os europeus não interferem no tamanho da instituição, mas querem sempre a adesão de um país do continente a cada ingresso de um membro de outra região.

“A expectativa é de que essa discussão possa continuar”, afirmou o chanceler.

Ele relatou ter tido a impressão de que existe, se não um consenso, um grande movimento no sentido de que a ampliação não deve ficar bloqueada por muito tempo. “Há um certo sentimento de urgência, de que é preciso começar esse processo”, avaliou.

O ministro relatou que durante sua participação no encontro da OCDE não percebeu nenhum sinal negativo em relação ao Brasil. “Só (sinais) positivos. Tanto de membros europeus quanto de não europeus”, comparou, acrescentando que, no caso dos europeus, há uma preocupação com a questão do equilíbrio regional, que, segundo ele, é um tema para ser discutido entre os membros atuais. “Mas, em relação ao caso específico do Brasil, só recolhemos palavras favoráveis.”

Estadão Conteúdo. 


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