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Economia

Dólar recua para R$ 3,76 após dois dias de alta, mas volume de negócios é fraco

A moeda americana aqui operou em linha com o exterior, dia de enfraquecimento do dólar no mercado internacional após dados fracos do mercado imobiliário americano

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O dólar voltou a cair nesta quarta-feira, 17, após subir nos dois primeiros dias da semana. A moeda americana aqui operou em linha com o exterior, dia de enfraquecimento do dólar no mercado internacional após dados fracos do mercado imobiliário americano. Com o noticiário doméstico fraco, esta quarta foi mais um dia de baixo volume de negócios no mercado de câmbio. O dólar à vista fechou em queda de 0,28%, a R$ 3,7604.

Notícias de que o governo prepara medidas para estimular a economia tiveram repercussão positiva em certo papéis na Bolsa, mas no mercado de câmbio foram apenas monitoradas, sem maiores efeitos nas cotações. Por isso, o dólar pouco oscilou hoje, indo da casa dos R$ 3,7555, na mínima do dia, a R$ 3,7680, na máxima.

O operador de câmbio da CM Capital, Thiago Silêncio, avalia que o dólar deve continuar com essa tendência e ao redor dos R$ 3,75 enquanto o Congresso estiver de recesso e não houver maiores novidades sobre a reforma da Previdência. Assim, notícias externas têm potencial de influenciar muito mais as cotações, ressalta ele. As férias no Brasil e no exterior contribuem para limitar a liquidez. 

Hoje, o giro no mercado futuro foi de US$ 12,7 bilhões, abaixo da média de US$ 18 bilhões de dias normais. O dólar futuro recuou 0,16%, para R$ 3,7670. No mercado à vista, o volume de negócios somou apenas US$ 980 milhões.

O fluxo de capital externo hoje foi fraco, segundo operadores, com investidores internacionais já antecipando nos últimos dias os aportes para a oferta de ações do IRB Brasil Re, que será precificada nesta quinta-feira. A demanda dos papéis já superou 1,2 vezes o tamanho da oferta (R$ 8,5 bilhões), segundo a Coluna do Broadcast.

Após subir forte ontem, o dólar teve dia de queda no mercado internacional, ante divisas de países desenvolvidos, como o euro, e alguns emergentes, como o México, Argentina, Rússia e Turquia. Dados do setor imobiliário vieram piores que o previsto e ajudaram a enfraquecer a moeda americana, enquanto prossegue a cautela dos investidores com a temporada de balanços corporativos e as conversas comerciais entre a China e os Estados Unidos. O DXY, índice que mede o dólar ante divisas fortes, cedia 0,18%.

Estadão Conteúdo. 


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