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Economia

Dólar começa novembro volátil e vai a R$ 5,76 no dia da eleição nos EUA

Em sessão de fraco volume de negócios, o dólar à vista terminou em alta de 0,42%, cotado em R$ 5,7622, perto das máximas do dia

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No dia das eleições americanas, o dólar teve pregão volátil no Brasil, oscilando 11 centavos entre a máxima e a mínima. Pela manhã, caiu a R$ 5,65 em meio ao maior apetite por ativos de risco no mercado financeiro global, com a visão de que uma vitória de Joe Biden hoje pode ser acompanhada de grande pacote de estímulo fiscal, que pode superar US$ 3 trilhões, o que deve enfraquecer o dólar mundialmente. Nos negócios da tarde, o clima de cautela prevaleceu antes do encerramento da votação e dos eventos dos próximos dias e dólar passou a ensaiar alta, com investidores recompondo posições, em meio à visão de que o dólar abaixo de R$ 5,70 está barato neste momento.

Em sessão de fraco volume de negócios, o dólar à vista terminou em alta de 0,42%, cotado em R$ 5,7622, perto das máximas do dia. No mercado futuro, o dólar para dezembro fechou com ganho de 0,20%, cotado em R$ 5,7620.

Após bater os níveis mais altos em 30 dias, o dólar passou a cair hoje em meio a visão do mercado de que Biden pode ser o vencedor, comenta o analista sênior de mercados do banco Western Union, Joe Manimbo. Uma “onda azul” em Washington, com democratas levando a Casa Branca e o Senado pode desencadear estímulos mais pró-mercados e, em última instância, negativos para o dólar do que no caso de uma reeleição de Donald Trump.

Apesar do clima de calmaria de hoje, com alta das bolsas e queda do dólar, Manimbo alerta que este ambiente pode rapidamente mudar. Sobretudo se na noite de hoje, quando começar a apuração, a sinalização for de uma disputa apertada entre os dois candidatos, o que pode abrir espaço para contestação judicial e dias de incerteza, ressalta o analista. Para o Brasil, a visão de especialistas ouvidos pelo Broadcast é que o país pode se beneficiar menos deste ambiente de maior liquidez internacional, por causa das críticas de Biden à política ambiental de Jair Bolsonaro e a forte deterioração fiscal.

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“Foi um dia de otimismo global, com esperança de estímulos nos Estados Unidos, reduzindo assim a pressão no dólar, que caiu bastante aqui e recuperou um pouco à tarde”, ressalta o chefe da mesa de câmbio da Terra Investimentos, Vanei Nagem. “O mercado foi de pouca liquidez hoje.”

No mercado doméstico, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria brasileira teve em outubro o maior crescimento desde 2006 e ajudou a melhorar o humor dos investidores. Ainda nos eventos internos, a perspectiva de aprovação hoje no Senado do projeto de autonomia do Banco Central também é positiva. As mesas de câmbio monitoram ainda a ata da reunião de política monetária do BC. Os analistas do JPMorgan vêm menor chance de corte de juros pela frente, apontando que o BC elevou o tom no documento sobre os riscos fiscais no Brasil e que os dirigentes alertaram para risco de instabilidade nos preços dos ativos caso haja mais cortes na Selic.

Estadão Conteúdo




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