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Economia

Deteriorada, balança comercial tem superávit de US$ 51 bilhões em 2020

Desde o início da pandemia, o ministro Paulo Guedes (Economia) apostou na balança comercial como fator para suavizar a queda do PIB (Produto Interno Bruto)

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Bernardo Caram

A balança comercial brasileira fechou 2020 com um superávit de US$ 51 bilhões. Embora positivo, o dado reflete uma deterioração dos componentes de comércio exterior do país, sob impacto da pandemia do novo coronavírus.

No ano, houve queda de 6,4% no valor total das exportações. A redução das importações foi ainda maior, de 7,5%. Por isso, a diferença entre os produtos comprados e vendidos pelo Brasil no mercado internacional permaneceu positiva, impulsionando o saldo no azul.

Desde o início da pandemia, o ministro Paulo Guedes (Economia) apostou na balança comercial como fator para suavizar a queda do PIB (Produto Interno Bruto).

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Em agosto, por exemplo, ele disse que o impacto da crise nas exportações foi praticamente zero –embora naquele momento as vendas ao exterior já registrassem uma queda de 6%.

Apesar das declarações do ministro, os números mostram que o país teve dificuldades nessa área.

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A corrente de comércio, que soma os valores vendidos e comprados, recuou 7,7%, totalizando US$ 368,9 bilhões. Esse indicador é considerado o mais importante pela equipe econômica porque mede o dinamismo do comércio exterior do país.

A avaliação do ministro da Economia estava certa no ponto em que afirmava que as vendas de alimentos do país seguiriam em alta. Em 2020, as exportações do setor agropecuário somaram US$ 45,3 bilhões, uma elevação de 6% na comparação com o ano anterior.

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O movimento de expansão não foi observado em outras áreas. A indústria de transformação recuou 11,3% no período. No caso da indústria extrativa, que inclui minérios e petróleo, a retração no valor das vendas ao exterior foi de 2,7%.

No recorte por regiões, a maior parte dos países comprou menos produtos brasileiros em 2020.

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Houve retração de 27,2% das exportações para os Estados Unidos e recuo de 13,5% para a União Europeia. As vendas para países da América do Sul caíram 18,3%.

Para a China, no entanto, o valor da exportação registrou alta de 7,3% no ano. Com o aumento, a participação dos chineses saltou para 33,4% de todo o valor exportado pelo Brasil. No ano passado, o patamar era de 29,2%.

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As informações são da Folhapress




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