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Economia

Déficit primário pode chegar perto de 8% do PIB, diz Mansueto

Mansueto frisou que o teto de gastos está mantido e que o plano de consolidação fiscal será retomado no ano que vem

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O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou que o governo brasileiro irá gastar o que for necessário para lidar com a crise causada pelo coronavírus para apoiar a área de saúde e também os mais afetados, mas que a premissa é que os gastos serão temporários. A declaração foi dada em seminário online organizado pela Brazilian-American Chamber of Commerce. “Ser liberal não significa ser estúpido. Vamos ter de gastar mais. Não existe dúvida que temos de gastar mais, para ajudar o sistema de saúde, os trabalhadores que ganham pouco, os trabalhadores informais”, disse. “Mas será um gasto temporário e não vai continuar nos outros próximos, o que é bem diferente de outras crises”, completou.

Mansueto frisou que o teto de gastos está mantido e que o plano de consolidação fiscal será retomado no ano que vem.

O secretário também citou que o déficit primário deve ficar próximo 8% do PIB, ou cerca de R$ 600 bilhões, este ano e destacou que a dívida bruta do País vai aumentar, para entre 85% a 90% do Produto Interno Bruto (PIB), mas que, diferente de 2015 e 2016, a taxa Selic está em uma mínima histórica, o que diminui o custo da dívida. “O custo da dívida está em uma mínima histórica, o que nos ajuda a lidar com isso depois da crise.”

Mansueto ainda afirmou que as reformas estruturais serão mais importantes depois da crise.

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Socorro a Estados

O secretário do Tesouro Nacional avaliou que o plano de socorro aos Estados, aprovado na Câmara dos Deputados na noite de segunda-feira, 13, “dá muito a Estados”.

Segundo Mansueto, o governo federal tem consciência de que, em meio à crise do coronavírus, é necessário fazer transferências para Estados, e até repasses livres, mas em um volume menor do que o Câmara aprovou.

Além disso, o secretário defendeu que o plano dure por três meses e, se até lá, a crise não passar, as medidas poderiam ser discutidas outra vez. “O que discordamos do Congresso é o tamanho da conta, e acreditamos que temos que ter um controle do gasto do dinheiro”, disse, citando a necessidade de contrapartidas, como a necessidade de não aumentar gastos por dois anos, por exemplo.

Mansueto ainda afirmou que o Brasil começou o isolamento social antes de outros países e que, por isso, o número de mortes pode ser menor comparativamente.

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Tesouro

Para Mansueto, o Tesouro Nacional tem um colchão de liquidez para lidar com o aumento de gastos necessários para enfrentar a crise do coronavírus sem a necessidade de “correr” ao mercado para se financiar.

Segundo ele, no segundo semestre, provavelmente o Tesouro terá de voltar ao mercado de forma mais “agressiva” para ofertar títulos, mas que agora a situação é “confortável”.

Além disso, ele repetiu que o custo da dívida, com a Selic em 3,75%, está muito baixo. “Esse ano, também não podemos ficar preocupados com o aumento do déficit, porque está acontecendo no mundo todo.”

Carga tributária

O secretário do Tesouro Nacional afirmou que o aumento de imposto só acontecerá em “um pior cenário” após a crise do coronavírus. “Ninguém quer falar em aumentar imposto agora”, disse, no seminário online organizado pela Brazilian-American Chamber of Commerce. “Temos reformas para aprovar e concessões e privatizações para ajudar com a conta do coronavírus no ano que vem”, completou.

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Mansueto comentou que o debate sobre reformas está parado diante das medidas necessárias para lidar com o coronavírus, mas que serão muito importantes no ano que vem, assim como a retomada de planos de privatizações.

“As reformas serão o ponto mais importante no ano que vem para lidar com a conta do coronavírus.”

Ele citou que o sistema tributário brasileiro é muito complexo e que é preciso melhorá-lo.

Mansueto também afirmou que “nunca viu” o Congresso tão interessado e comprometido com reformas.

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Estadão Conteúdo




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