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Economia

Compras de fim de ano animam empreendedores

Feiras são boa opção para apoiar pequenos negócios nas vendas de Natal

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em

Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasília
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Mayra Dias
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Readaptação. Para Gabriela Oliveira, de 28 anos, essa é a palavra que define 2020 no seu negócio. Devido à pandemia, a jovem se viu obrigada a fechar o seu brechó físico, idealizado juntamente com sua prima, Nathália Dias, ficando somente com as vendas online. “As expectativas para o final de ano estão bem positivas. Dezembro tem sido um mês de muito trabalho e muitos prazos a serem cumpridos”, explica a sócia do 261 Brechó e moradora de Planaltina-DF.

Depois da crise ocasionada pela pandemia da covid-19, as compras de fim de ano são vistas como uma esperança para muitos empreendedores e microempreendedores do país. Luciana da Silva é designer de joias artesanais há 10 anos e, sem loja física, ela vende seu trabalho pela internet e em feiras autorais. “Este foi um ano muito difícil para mim. Logo no início da pandemia, tivemos que interromper as feiras e isso impactou muito nas vendas”, relata a mineira de 37 anos, mãe de uma filha pequena. Depois de muita apreensão com relação ao seu negócio, a empresária
conta já estar sentindo o retorno dos seus clientes. “As pessoas ressignificaram muitas coisas e estão valorizando ainda mais os artigos artesanais”, afirma Luciana.

Moradora do Cruzeiro Novo, Vera Lúcia Martins também está empolgada com as compras de Natal, que podem ser o tão esperado alívio para os seus negócios. “Final de ano as pessoas presenteiam mais as outras, então o meu trabalho
costuma aumentar. Tenho expectativas de que esse ano não será diferente”, conta. Aos 49 anos, Vera trabalha com costura criativa, produzindo bolsas, mochilas e utilitários femininos.

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Na avaliação da economista Kalinka Martins, Professora do Instituto Federal de Goiás, o fim do ano é sempre celebrado pelos pequenos empresários devido ao aumento dos ganhos da população de modo geral. “13°salário dos trabalhadores formais e dos aposentados e pensionistas. E sempre tem as festas, os presentes que movimentam a economia”, explica a especialista.

Dados da Junta Comercial, Industrial e Serviços do Distrito Federal (Jucis) mostram que, de 17 de março, quando começaram as medidas de prevenção contra a covid-19, até 17 de agosto, 24.716 empresas de negócio próprio iniciaram as atividades no Distrito Federal. Desse número, 19.368 eram de microempreendedores individuais (MEIs).

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Readaptação

De modo a tentar manter sua empresa de pé, Lara Célia dos Reis, que trabalha no ramo de confecções há 25 anos, encontrou na internet a chave para o crescimento de sua marca. “Na quarentena, eu iniciei os deliverys, pude descobrir onde está focado o meu público e reavaliei toda a minha produção”, conta a microempreendedora. “O período da quarentena revelou para mim atalhos extraordinários”, completa a idealizadora da Lara Store, marca de roupas e pijamas femininos, criada recentemente.

De acordo com Kalinka, atitudes como a de Lara são essenciais para se manter ativo em momentos de crises sanitárias como a ocasionada pela covid-19. “É importantíssimo um planejamento para transformar as dificuldades em oportunidades de negócio, monitorando os consumidores e possíveis consumidores”, ressalta a mestre em economia.

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Para Gabriela Oliveira, que também migrou sua empresa para as redes sociais, o resultado foi positivo ao ponto de não planejar mais reabrir o brechó físico após a pandemia. “Durante esse período, eu e a minha sócia nos adaptamos e nos encontramos no mundo digital. Hoje as nossas vendas são somente online, e, até o momento, decidimos não reabrir a loja. Conseguimos alcançar muito mais pessoas com um negócio online, o que tem sido um sucesso”, conta a jovem, que iniciou sua sociedade no 261 Brechó em janeiro de 2019.

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É com o intuito de ajudar esses empreendedores a se reerguerem, que, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a tradicional Feira da Lua promoverá uma edição especial do evento, entre os dias 18 e 20 de dezembro.

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