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Economia

BC faz parte do plano do governo de reinventar economia do País, diz Campos Neto

O presidente do BC falou ainda sobre pagamentos instantâneos e reiterou que o sistema estará pronto em 2020

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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No encerramento de sua participação no Fórum de Investimentos Brasil 2019, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, fez questão de ressaltar que, apesar do projeto de dar independência à instituição, o BC faz parte do plano do governo de reinventar a economia do País a partir de dinheiro privado. “O BC é peça importante do governo, esperamos que seja uma peça independente em breve, mas é uma peça que faz parte do programa e do plano do governo, que é tentar fazer o país se reinventar com dinheiro privado”, afirmou Campos Neto, em referência a uma fala anterior sua, de que os últimos surtos de crescimento do País ocorreram com dinheiro público e que, agora, o ideal seria impulsionar a retomada com recursos privados.

Na sua última frase, o presidente do BC pediu aos participantes do evento que acreditassem no plano do governo e empreendessem no Brasil. “O BC está aqui para ajudar”, ressaltou.

O presidente do BC falou ainda sobre pagamentos instantâneos e reiterou que o sistema estará pronto em 2020. “É um terreno bastante fértil para fintechs, com custo menor de intermediação para prestar serviços financeiros em tempo real”, disse. “E diminui a necessidade de dinheiro (de papel) na economia, o que deve propiciar ganho enorme ao BC devido ao gasto de impressão e circulação e diminui o ambiente para lavagem de dinheiro e crimes”, afirmou Campos Neto.

BC autoriza até 100% de participação estrangeira no banco XCMG Brasil

A Diretoria Colegiada do Banco Central aprovou, na última quarta-feira, 9, a participação estrangeira em até 100% no capital do Banco XCMG Brasil S.A. De acordo com o BC, este é o primeiro caso de aprovação direta de participação estrangeira em banco, sem a necessidade de nova anuência por parte da Presidência da República.

No dia 26 de setembro, o presidente da República, Jair Bolsonaro, assinou um decreto que colocava o BC como único responsável pela autorização de entrada de capital estrangeiro em instituições financeiras. Antes do decreto, o pedido de investimento estrangeiro em instituições financeiras era analisado tecnicamente pelo BC, mas encaminhado ao Conselho Monetário Nacional (CMN).

Posteriormente, ele era remetido à Casa Civil e, finalmente, à Presidência da República. Na prática, a autorização para investimento estrangeiro em bancos no Brasil sempre dependia da assinatura do presidente. Para cada caso, era publicado um decreto.

Agora, essa autorização é dada apenas pelo Banco Central, já que o decreto assinado por Bolsonaro no dia 26 reconhecia como de “interesse do governo brasileiro o aumento de participação de estrangeiros no capital de instituições financeiras brasileiras”

O caso do Banco XCMG Brasil é o primeiro em que uma empresa se beneficia da redução de trâmites e de burocracia. O XCMG é um grupo chinês que atua no Brasil na fabricação de máquinas pesadas, como escavadeiras, guindastes e retroescavadeiras, entre outras. Com o banco, o grupo poderá fornecer crédito a seus clientes.

“Atendidos os requisitos previstos na regulamentação, a participação de recursos estrangeiros no capital de instituições financeiras nacionais, além de favorecer o acesso a fontes externas de financiamento e a integração com a comunidade internacional, permite o ingresso de novos entrantes, ampliando a concorrência e atuando no sentido da redução do custo do crédito”, registrou o BC em nota.


Estadão Conteúdo


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