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Economia

ALERTA: WTI cai a nível jamais visto desde 1986, a 10,34 dólares o barril

Um novo mínimo em 22 anos, consequência da redução expressiva da demanda mundial provocada pela pandemia de coronavírus

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WTI cai a nível jamais visto desde 1986, a 10,34 dólares o barril.

O barril americano de petróleo WTI desabava nesta segunda-feira (20), chegando a ser cotado a 10,34 dólares, um nível jamais visto desde 1986, com as reservas se aproximando da saturação diante de uma demanda afetada pela pandemia de coronavírus.

Por volta das 15h00 GMT (12h00 de Brasília), o barril americano West Texas Intermediate (WTI) para entrega em maio caía cerca de 40,78%, a 10,82 dólares, dez minutos depois de atingir US$ 10,34.

Para comparação, valia cerca de US$ 114 em 2011.

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Cotação

Antes da abertura de Wall Street, o barril americano West Texas Intermediate (WTI) para entrega em maio chegou a ser negociado a 10,77 dólares a unidade, o menor nível desde 1998. Em 2011, o barril valia 114 dólares.

Às 13H30 GMT (10H30 de Brasília), o barril de WTI se recuperou um pouco e era negociado a US$ 11,32.

Ao mesmo tempo, o barril de Brent do Mar do Norte, referência para o mercado europeu, recuava 6,5%, a 26,27 dólares o barril.

Nas últimas semanas, o mercado de petróleo registrou o menor nível de preços em quase 20 anos. Bloqueios e restrições de viagens em todo planeta têm um forte impacto na demanda.

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“O mundo está usando cada vez menos o petróleo. Os produtores veem o reflexo nos preços”, disse o analista Bjornar Tonhaugen, da Rystad Energy.

A crise aumentou depois que a Arábia Saudita, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), iniciou uma guerra de preços com a Rússia, que não integra o cartel.

Os dois países encerraram a disputa no início do mês, quando aceitaram, ao lado de outros parceiros, reduzir a produção em quase 10 milhões de barris diários para estimular os mercados afetados pelo vírus.

Ainda assim, os preços continuam em queda. Analistas consideram que os cortes não são suficientes para compensar a forte redução da demanda.

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“Os preços do petróleo continuarão sob pressão”, destaca o banco ANZ em um comunicado.

“Embora a Opep tenha aceitado uma redução sem precedentes na produção, o mercado está inundado de petróleo”, acrescenta a nota.

“Ainda existe o temor de que as instalações de armazenamento nos Estados Unidos estejam ficando sem capacidade”, analisa o banco.

Michael McCarthy, especialista da CMC Markets, afirma que a queda do WTI “evidencia um excesso” das reservas de petróleo no terminal de Cushing (Oklahoma, sul dos Estados Unidos).

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O índice de referência americano agora está “desvinculado” do Brent, referência do petróleo europeu, e “a diferença entre os dois atingiu o nível mais elevado em uma década”, ressaltou.

A Administração de Informações sobre Energia dos EUA informou que as reservas de petróleo subiram 19,25 milhões de barris na semana passada.

Sukrit Vijayakar, analista da Trifecta Consultants, destaca que as refinarias americanas não conseguem transformar o petróleo cru de maneira suficientemente rápida, o que explica por que há menos compradores e, ainda assim, as reservas continuam aumentando.

“Acredito que, em breve, voltaremos aos menores níveis desde 1998, por volta dos 11 dólares”, afirmou Jeffrey Halley, analista de mercados da OANDA entrevistado pela AFP, pocas horas antes da cotação atingir efetivamente este nível.

Agence France-Presse


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