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Academias boutique low cost: modelo de negócio expande durante pandemia

Com foco na qualidade do atendimento e relacionamento próximo com os clientes, além do baixo custo das mensalidades, academias ganham espaço e crescem durante a pandemia

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Quando os empresários Vinícius Santana e Henrique Pereira tiveram a ideia de abrir academias boutique, eles não estavam falando em unidades voltadas para o público premium. Depois do crescimento de academias low cost no Brasil após a consolidação da Smart Fit, 3ª maior rede de academias do mundo em número de unidades neste conceito, a dupla de empreendedores uniu os conceitos de boutique e low cost com o objetivo de oferecer um serviço de alto nível a preços populares.

Depois de inaugurarem a primeira unidade da Evolve Gymbox em Brasília, no Edifício Brasil 21, na Asa Sul, em novembro de 2015, Vinícius e Henrique perceberam uma oportunidade e decidiram investir na união destes dois conceitos em locais estratégicos onde a população tem uma carência na qualidade do atendimento sem ter que pagar por preços exorbitantes. O valor médio da mensalidade é de até R$ 90. “O objetivo é continuar entrando no Plano Piloto e nas cidades satélites mais adensadas, no Distrito Federal, e em cidades em desenvolvimento acima de 100 mil habitantes, no Goiás, além da Bahia”, afirma Vinícius, co-fundador da Evolve.

Com investimento inicial de R$ 4 milhões, a rede já conta com oito unidades em funcionamento no Distrito Federal e em Goiás: Asa Sul, Planaltina, Santa Maria Sul, Santa Maria Norte, Sobradinho, Taguatinga, Formosa (GO) e Valparaíso (GO).

Foto: Divulgação

Santana pontua que para garantir o sucesso da Evolve foi preciso trazer algo a mais. “Diferentemente das academias low cost comuns, nosso foco sempre foi entregar um serviço de qualidade, ter um relacionamento muito bom e próximo com os clientes, e extinguir o preconceito que as pessoas têm em dizer que essas academias não têm atendimento”, afirma.

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Ele acrescenta: “temos aulas coletivas, por exemplo, estamos sempre buscando algo a mais”. O empresário pontua que todas as unidades têm box completo, 100% integrado, onde o aluno pode praticar a sua atividade como quiser. Podendo escolher também aulas fechadas.

Mesmo com a pandemia da COVID-19, que vem moldando a rotina de todos e fechou as portas de academias por todo o país, os empresários afirmam que pouco mais de 70% dos clientes já voltaram e garantem a aceleração na expansão para até 2022 que já somam nove obras em andamento no Distrito federal, Goiás e Bahia. “Temos unidades sendo construídas em Rio Verde, Catalão, Jataí e Goiânia, no Goiás, Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, e Taguatinga Norte, Samambaia, Ceilândia e Gama, no DF “, detalha. Os planos vão além: “Em breve, estaremos também, em Minas Gerais, Mato Grosso, Tocantins e Mato Grosso do Sul”, afirma. Hoje, a Evolve Gymbox possui 08 unidades abertas, presentes em 2 estados, 21 mil clientes e faturou R$ 14 milhões em 2019.

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O mercado de academias na América Latina é robusto e marcado por um forte desempenho de líderes globais. De acordo com a IHRSA, associação internacional de fomento ao universo de saúde e exercícios, os 18 mercados geraram US$ 6 bilhões em receita, em mais de 65,8 mil academias. Cerca de 20 milhões de latino-americanos são usuários de academias e o Brasil responde por mais da metade das academias na região.

Academias passam a ser lugares de cuidados da saúde

Com a retomada gradual do comércio e dos serviços em meio à pandemia do novo coronavírus, a população começa a ganhar confiança para voltar a fazer algumas atividades, como tratamentos ligados à saúde. Neste cenário, a rede de academias Evolve, com 08 unidades no país, já está operando com 74% da capacidade em relação ao período pré-pandemia e vem registrando crescimento de 10% todo mês, com foco na saúde.

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“Nosso objetivo é criar sempre um ambiente onde a pessoa se sinta à vontade para cuidar da saúde, tratar de doenças existentes e evitar doenças futuras”, explica Vinícius. Segundo ele, são muitos os clientes que buscam fortalecimento por algum tipo de problema de saúde, como dores nas costas, por exemplo. “A demanda que vem até nós com encaminhamento de médicos é altíssima”, acrescenta. Aos poucos, as pessoas compreenderam que é seguro voltar e que estamos adotando todos os protocolos de segurança”, conclui.




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