Amores estou aqui em Roma , entre uma escova apressada e um café que custava quase um aluguel , quando o Rio me entregou uma cena daquelas que eu respeito. Miguel Falabella lançou o livro A partilha e outras peças teatrais na segunda, 23, na Livraria da Travessa de Ipanema, com plateia de amigos, admiradores e um elenco de convidados que já valia meia coluna. Tinha cheiro de noite elegante, dessas em que ninguém precisa gritar para chamar atenção.
A coletânea reúne quatro obras importantes do teatro brasileiro contemporâneo assinadas por Falabella, A partilha, O som e a sílaba, A sabedoria dos pais e Os olhos de Nara Leão, escritas entre 1990 e 2025. O evento marcou o lançamento pela Matrix Editora e ainda entregou uma ficha técnica bem objetiva, 216 páginas, ISBN novo em folha e preço de R$ 65. Importa hoje porque Falabella não está só revisitando a própria história, ele está recolocando seu teatro em circulação com cara de obra viva, e isso tem peso.

No álbum social da noite, o que apareceu foi prestígio puro e gente que tem quilometragem cultural de sobra. Edson Celulari, Zezé Polessa, Natália do Vale, Guilherme Magon e Mirian Goldenberg surgiram entre os rostos presentes, todos muito civilizados, muito compostos e muito conscientes de que lançamento bom também se joga na imagem. Não teve barraco, unfollow performático ou legenda passivo-agressiva, teve aquela coisa mais chique, a galeria de fotos que diz “estávamos lá” com uma sobrancelha levemente levantada.

E aí entra a minha leitura maldosa, com educação, claro. Falabella entende como poucos o valor da permanência, porque enquanto muita gente corre atrás do assunto do dia, ele aparece com texto, repertório e lastro. Lançar uma coletânea assim, cercado por nomes fortes e num endereço simbólico do Rio, é também um gesto de marca pessoal, um lembrete muito bem embalado de que talento com memória longa ainda lota sala, feed e conversa de livraria.

No fim, achei tudo muito bonito e muito eficiente, que é uma combinação rara. O livro resgata peças que atravessam décadas falando de memória, afeto, perdas e reconciliação, e o evento ainda serviu o velho luxo brasileiro de reunir gente interessante em volta de páginas, não de escândalo. Em tempos de tanta celebridade querendo viralizar por qualquer bobagem, Miguel foi lá e viralizou por conteúdo, olha que conceito elegant

Amores estou aqui em Roma , entre uma escova apressada e um café que custava quase um aluguel , quando o Rio me entregou uma cena daquelas que eu respeito. Miguel Falabella lançou o livro A partilha e outras peças teatrais na segunda, 23, na Livraria da Travessa de Ipanema, com plateia de amigos, admiradores e um elenco de convidados que já valia meia coluna. Tinha cheiro de noite elegante, dessas em que ninguém precisa gritar para chamar atenção.

A coletânea reúne quatro obras importantes do teatro brasileiro contemporâneo assinadas por Falabella, A partilha, O som e a sílaba, A sabedoria dos pais e Os olhos de Nara Leão, escritas entre 1990 e 2025. O evento marcou o lançamento pela Matrix Editora e ainda entregou uma ficha técnica bem objetiva, 216 páginas, ISBN novo em folha e preço de R$ 65. Importa hoje porque Falabella não está só revisitando a própria história, ele está recolocando seu teatro em circulação com cara de obra viva, e isso tem peso.

No álbum social da noite, o que apareceu foi prestígio puro e gente que tem quilometragem cultural de sobra. Edson Celulari, Zezé Polessa, Natália do Vale, Guilherme Magon e Mirian Goldenberg surgiram entre os rostos presentes, todos muito civilizados, muito compostos e muito conscientes de que lançamento bom também se joga na imagem. Não teve barraco, unfollow performático ou legenda passivo-agressiva, teve aquela coisa mais chique, a galeria de fotos que diz “estávamos lá” com uma sobrancelha levemente levantada.

E aí entra a minha leitura maldosa, com educação, claro. Falabella entende como poucos o valor da permanência, porque enquanto muita gente corre atrás do assunto do dia, ele aparece com texto, repertório e lastro. Lançar uma coletânea assim, cercado por nomes fortes e num endereço simbólico do Rio, é também um gesto de marca pessoal, um lembrete muito bem embalado de que talento com memória longa ainda lota sala, feed e conversa de livraria.
No fim, achei tudo muito bonito e muito eficiente, que é uma combinação rara. O livro resgata peças que atravessam décadas falando de memória, afeto, perdas e reconciliação, e o evento ainda serviu o velho luxo brasileiro de reunir gente interessante em volta de páginas, não de escândalo. Em tempos de tanta celebridade querendo viralizar por qualquer bobagem, Miguel foi lá e viralizou por conteúdo, olha que conceito elegante.