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Roberto Carlos desembarca na capital neste fim de semana

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Beatriz Castilho
cultura@grupojbr.com

A calça azul acompanha uma camiseta branca, apoio para a estampa especial, uma foto de um dos encontros com o ídolo. E assim, a roupa adianta: Márcia Fernandes é fã fervorosa de Roberto Carlos. O sorriso é semblante da professora aposentada, que aos 70 anos acumula, além de carinho singular, uma coleção de objetos e lembranças de uma paixão que já dura mais de 50 anos.

Foi em sua cidade natal, Patos de Minas (MG), que, aos 12, Márcia ouviu pela primeira vez o nome que marcaria sua vida. “Vizinhas me perguntaram: ‘você viu o cantor novo, lindo, que saiu agora?’ Escutei e não deu outra. Foi neste momento que a gente se apaixonou”, relata. Na época, pôsters vendidos em revistas recheavam o quarto da então adolescente, pronunciando seu futuro. Em 1972, a fã se mudou para Brasília, após passar no concurso da Fundação Educacional.

Cinco anos depois, outra conexão seria formada com o Rei, desta vez por Eduardo Lages, em solo carioca. Trabalhando como maestro na TV Globo, um convite mudou o rumo de sua vida. “Fiquei surpreso porque não era minha linha de música. Nao era minha ‘tchurma’”, brinca o músico que acompanha o cantor em seus shows, em entrevista ao JBr.

Subindo ao palco do anfiteatro do Estádio Nacional Mané Garrincha (Eixo Monumental), amanhã, a partir das 21h, Roberto Carlos – que soma quase 60 anos de carreira e 77 de vida – interpreta os clássicos Como é Grande o Meu Amor Por Você, Como Vai Você, Esse Cara Sou Eu, entre outros.

A parceria entre Lages e o Rei já completa quatro décadas. Marcada pela amizade, a colaboração entre o maestro e o cantor chega a 3 mil shows. “Nunca pensei em me afastar, sempre me empenhei muito e doei muito do meu tempo. Me sinto muito feliz de ser maestro do Rei. Somos todos muitos amigos, como uma família”, destaca.

Enquanto o maestro está no palco, ao lado de Roberto, a fã Márcia, quase sempre, pode ser encontrada na primeira fileira da plateia. Aliás, foi em um show, na Festa do Milho, em sua cidade natal, que a mineira se apaixonou de vez pelo cantor capixaba. De lá para cá, a fã garante que vai aos shows sempre que pode, e que já perdeu as contas de quantas vezes o viu cantar. “Já devo ter ido, por alto, em mais de 50 shows, mas acho que foi muito mais”, calcula.

Tiete internacional

E a aposentada não se limita a acompanhar o ídolo somente na capital. São Paulo, Uberlândia, Cabo Frio e Salvador são só algumas das cidades por onde ela já passou para assistir ao Rei. “Fui, agora, para Belém do Pará, no aniversário dele. Entrei no camarim e ganhei bolo, o bolo do Rei”. Até em solo estrangeiro a fã já pisou para assistir ao seu ídolo. Além das já visitadas Las Vegas e Portugal, Chile está na lista da eterna tiete, que em outubro viaja para país vizinho para ver Roberto.

Em 2019, Emoções em Alto Mar também está no roteiro de Márcia, que já participou do cruzeiro 13 vezes. “Eu nem almoço direito. Quando entro (no navio), corro para o terceiro andar, para ver ele chegar, o que acontece por volta das 16h”.

Para o show de amanhã, na capital, ainda não é sabido se o clássico Emoções continuará como protagonista da abertura dos shows do artista. Música preferida de Márcia, que garante: a composição faz jus ao título. É provável que outra das muitas tradições do Rei não mude: a entrega de rosas ao final das apresentações. “Ele nunca deixou de me dar uma (rosa). Como sou baixinha, muita gente quer tomar a rosa da gente”, explica. Acumulando 58 ramos, a fã as guarda juntamente com sua coleção.

Aos domingos, a maior companhia da fiel admiradora são as apresentações do cantor, que embalam a casa por meio de seus DVDs. Entre discos de vinil, CDs, camisetas, quadros, calendários e muito mais, Márcia aponta o livro de colecionador como um dos itens mais especiais.

Serviço

Roberto Carlos em Brasília
Amanhã, a partir das 21h. No Anfiteatro do Estádio Nacional Mané Garrincha (Eixo Monumental). Abertura dos portões: 18h. Ingressos entre R$ 40 e R$ 900. Informações: 3248-5221. Não recomendado para menores de 16 anos.


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