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“No Setor Convida” traz especialistas para debater assuntos do cotidiano

As próximas três edições vão abordar as temáticas sobre periferia, feminicídio e Independência do Brasil

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No Setor Convida é a atividade do coletivo No Setor que proporciona o debate de assuntos do cotidiano com especialistas, acadêmicos e artistas. O evento acontece semanalmente no espaço de algum dos parceiros como Centro de Cultura da América Latina, HugHub, SESC, Museu dos Correios e outros. A entrada é sempre gratuita e a classificação indicativa, livre. Essa atividade entra no rol de ações desenvolvidas pelo grupo para revitalizar o Setor Comercial Sul por meio da cultura criativa.

O grupo existe há quase 2 anos e promove uma série de atividades como festas, exposições, palestras, walking tour, feiras, hortas urbanas, materiais de comunicação, inclusão dos moradores de rua e outras nas 6 quadras entre a estação Galeria do metrô e a W3 sul.

 

Max Maciel: A periferia como Centro Cultural

11 de setembro – 19h30 – Museu Nacional dos Correios.

Nascido e criado na Ceilândia, maior RA do Distrito Federal, Max Maciel tem 33 anos. É pedagogo, ativista e empreendedor social. Estudou Especialização em Gestão de Políticas Públicas de Gênero e Raça pela Universidade de Brasília [UnB]. Desde os 19 anos se dedica à militância juvenil. Luta pela e para as periferias do DF. Foi membro do Conselho Nacional de Juventude, na elaboração do Plano Nacional de Juventude e Ajudou na Elaboração da Política de Saúde integral de adolescentes e jovens do Ministério da Saúde. É fundador da Rede Urbana de Ações Socioculturais [RUAS].

Tema: A periferia como Centro Cultural. A ideia é falar sobre o potencial das periferias como local central de ocupação dos espaços, profusão cultural e consumo dessas produções. Sobre o Distrito Federal, explica que sua criação não foi pensada para proporcionar interação social entre as pessoas; os equipamentos culturais são concentrados em determinados territórios que atendem a um pequeno público, enquanto a grande parte da população não tem acesso. Para Max, o caminho passa por descentralizar de fato a produção cultural, mas não só ela. É preciso debater sobre a formação de públicos e plateias, de nova perspectiva da economia cultural dos povos, de economia criativa, inclusive como estratégia para sair de crises sociais e econômicas.

 

Tantas Produções: O corpo na cidade ou Somos Tantas

18 de setembro – 19h30 – Local a ser definido.

TANTAS é uma produtora de conteúdo multiplataforma que nasce me Brasília, a partir do encontro de três mulheres: Alice Lanari, Melina Bomfim e Micaela Neiva. Está focada na criação e disseminação de conteúdos culturais nutritivos, com o objetivo de engajar, informar e celebrar a partir de pesquisas profundas e cocriadas por narrativas femininas. Com foco no audiovisual e na música, atua também na produção de festivais, mostras e eventos de mercados para essas linguagens artísticas, na internacionalização de conteúdos criativos, além da realização de consultorias, pesquisas e ciclos de debate.

Tema: A ideia é falar sobre os processos criativos e temáticos que são parte do método de trabalho da Tantas, a partir de um contexto de produção afetiva, onde os desafios, uniões e embates, próprios de espaços de cocriação, são construídos de dentro para fora. No entanto, em um mesmo tempo em que a presença feminina nos espaços de poder só aumenta (e sem volta atrás), é chocante como as taxas de feminicídio também estejam crescendo, seja na nossa cidade, no país, na América Latina. O que incomoda?

 

Neuma Brilhante Rodrigues: A verdadeira Independência do Brasil

25 de setembro – 19h30 – Local a ser definido.

Neuma Brilhante é doutora em História, especialista em História Política do Império Brasileiro. Atualmente é professora do Departamento de História da Universidade de Brasília.

Tema: A verdadeira Independência do Brasil A ideia da palestra é contar o que realmente aconteceu na história brasileira a respeito da sua independência; que começou bem antes de 7 de setembro de 1822 e terminou muito tempo depois. E com isso, traçar paralelos com assuntos mais atuais. Um dos pontos apresentados por Neuma é a falsa informação de que a independência do nosso país foi algo pacífico, fruto de um voluntarismo de Dom Pedro I. Ao contrário, foi um processo muito mais conflituoso do que a historiografia tradicional apresenta. Houve guerra de independência por aqui.


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