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Centro de Tradições Populares oferece oficina gratuita de Tambor de Crioula

Aulas acontecem de outubro a novembro, na sede do Bumba Meu Boi de Seu Teodoro, em Sobradinho

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Foto: Webert da Cruz
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Expressão cultural de matriz afro-brasileira, encontrada em diversos estados do país, o Tambor de Crioula será tema de oficina, composta por cinco aulas, que acontecem entre 12 de outubro e 9 de novembro, das 17h às 19h, no Centro de Tradições Populares. O espaço é um dos territórios culturais mais importantes e tradicionais do DF e sede do Bumba Meu Boi de Seu Teodoro, grupo declarado Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do estado, em 2004. Além do toque dos tambores e da matraca, os alunos também aprendem, com as coreiras, a dança de roda e a compor toadas. É um verdadeiro mergulho na cultura popular.

Para participar, basta comparecer à sede nas datas e horário das aulas. A atividade está sujeita a lotação, não há inscrições antecipadas e a capacidade das turmas vai de 100 a 150 pessoas. A entrada é gratuita e a classificação livre.

Para Tamatatiua Freire, brincante e filha de Seu Teodoro, a atividade é uma forma aproximar a comunidade do grupo e das manifestações culturais do Centro.

“Mais uma vez o Centro de Tradições Populares oferece a oportunidade para comunidade de vivenciar a cultura popular. Conhecer nossas raízes é muito importante para fortalecermos nossas identidades”, afirma.

A oficina faz parte das atividades oferecidas pelo Circuito de Culturas Populares e Afro-brasileiras, projeto idealizado pelo Instituto Candango de Culturas Populares, fomentado pela Fundação Palmares e produzido pela Rosa dos Ventos Produções. O objetivo é estimular a valorização de territórios culturais do DF.

 “As culturas populares negras e brasileiras, que erroneamente são encaradas simplesmente como artes estáticas no tempo e no espaço, são, na verdade, manifestações geradoras de técnicas de criação, de ofícios, ciências e artes, que preservam as tradições ao mesmo tempo em que as modernizam. São raízes e sementes, são memória e futuro”, ressalta Stéffanie Oliveira, diretora do Instituto Candango de Culturas Populares.


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