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Mostra sobre realismo e realidade virtual chega ao CCBB Brasília

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Pollyana Fonseca
cultura@grupojbr.com

O Centro Cultural Banco do Brasil recebe, a partir de 5 de fevereiro, de terça a domingo, das 9h às 21h, a mostra 50 Anos de Realismo – do Fotorrealismo à Realidade Virtual. A exposição apresenta aproximadamente 90 obras das últimas cinco décadas, entre pinturas, esculturas, vídeos e instalações interativas, de 30 artistas internacionais e brasileiros, e faz um recorte inédito da realidade na arte. Entrada gratuita.

Segundo a curadora Tereza de Arruda, “o fenômeno da representação da realidade nunca foi tratado a partir do fotorrealismo”. Ela também pontua a relação de identidade entre  imagem e realidade, assim como verdade e realidade. “Justamente por essa aproximação, surge um certo estranhamento e desconforto no momento em que nos perguntamos o que é a realidade e qual sua importância na representação artística”, acrescenta.

Descoberta em Etapas

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A exibição será divida em etapas, com espaços demarcados pela temporalidade das obras. A primeira etapa traz a primeira geração de pintores do fotorrealismo e do hiper-realismo, entre eles o inglês John Salt, que pinta paisagens suburbanas ou parcialmente rurais do país. Outro nome é o estadunidense Ralph Goings, cujas obras frequentemente representam o estilo de vida da classe operária norte-americana.

A segunda etapa da exposição abriga os artistas que se dedicam às linhas contemporâneas do hiper-realismo, como o trabalho do zimbabuano Craig Wylie, conhecido pela surpreendente profundidade psicológica de suas pinturas, e o inglês Simon Hennessey, que apresenta em suas obras detalhes do rosto humano.

Ainda será possível conferir trabalhos sobre paisagens da natureza e paisagens urbanas, como britânico Ben Johnson, que há mais de 40 anos desenvolve pinturas em grandes dimensões baseadas em espaços arquitetônicos e urbanos, e Raphaella Spence, também do Reino Unido, que cria pinturas hiper-realistas de paisagens em grandes dimensões. Há também a participação do pernambucano Hildebrando de Castro, que desde 2010, se dedica a representações geométricas inspiradas em fachadas de prédios modernistas.  

Colour Skyline III, de Javier Banegas. Foto: Divulgação

A categoria natureza-morta traz as cores brilhantes e close-ups do espanhol Javier Banegas, que, geralmente, reproduz objetos alterados pela presença do homem, como aparas de lápis e potes de tinta.  Também será possível encontrar a obra do baiano Fábio Magalhães, que mescla retrato, natureza-morta e paisagem. Sua representação do corpo humano transmite desconforto, transbordando, sem pudor, os limites entre fotografia e pintura.  

Um espaço da exposição será destinado a obras tridimensionais de escultores de diferentes gerações do hiper-realismo. A proximidade do público com as obras traz um desconforto ao confrontar o ser e o aparentar. Esta etapa traz três artistas: o paulista Giovani Caramello, único escultor hiper-realista brasileiro, que aborda temas como tempo e efemeridade e estimula a reflexão sobre a impermanência com suas obras; o norte-americano John DeAndrea, pioneiro na criação e figuras humanas hiper-realistas, e o dinamarquês Peter Land, que usa o humor para explorar padrões humanos de comportamento.

A última etapa traz as novas tecnologias com obras de realidade virtual, todas expostas em monitores, projeções espaciais ou com o auxílio de óculos de realidade virtual. O japonês Akihiko Taniguchi e seus modelos em 3D que reproduzem espaços do cotidiano é destaque desta fase.

Serviço

50 Anos de Realismo – do Fotorrealismo à Realidade Virtual
Local: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília
Data: 4 de fevereiro a 28 de abril, de terça a domingo, das 9h às 21h
Valor: Entrada gratuita
Mais informações: (61) 3108-7600
Acesso e facilidades para pessoas com deficiência  


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