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Cinema

Netflix: “Democracia em Vertigem” retrata o contexto político brasileiro com vigor

Sempre existiram argumentos de que a arte não desempenha qualquer funcionalidade dentro de um país ou contexto. Democracia em Vertigem, da diretora Petra Costa, é a prova cinematográfica de que a cultura e a arte devem ser o grande pedestal para discussões e vitrine para todas as crises que acontecem. Federico Fellini disse uma vez que “o cinema é o modo divino de contar a vida”. Entretanto, para Petra, essa frase funcionaria melhor se o divino fosse trocado por necessário. O documentário que estreou na última semana no catalógo da Netflix mostra com muito vigor todos os acontecimentos que estão culminando para o efeito dominó caótico atual. 

Petra Costa (Elena) mostra com imagens tanto pessoais quanto jornalísticas, todo o processo que se passou durante as fases da lava-jato, do impeachment da ex-presidente Dilma, da prisão do ex-presidente Lula e todos os momentos de que estamos entrando em uma fase obscura do Brasil. 

Ao contrário de muitos documentaristas e também como foi visto em seu primeiro longa-metragem (Elena) , Petra Costa adota um estilo de narrativa poética, abrançando certos momentos de lirismo, o que ajuda em intensificar a carga emocional do tema. 

Diretora Petra Costa. Foto – Divulgação

Assim como vindouros títulos brasileiros, Democracia em Vertigem é a prova de que o que está acontecendo no Brasil virou uma força motriz de tonificação da sétima arte brasileira. Há muito tempo, o cinema brasileiro não caminhava sobre interesses comuns de transformar essa arte em um canal de protestos, expressões e denúncias. Indispensável em todos os sentidos. 

Por Leonardo Resende

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