Siga o Jornal de Brasília

Cinema

“It – Capítulo 2”: Maior, mais sangrento e… Melhor?

Publicado

em

Há uma regra – ou quase um protocolo – sobre as sequências de blockbusters, principalmente no terror: se você vai dar continuidade a um material, tudo aquilo que fez do longa-metragem anterior um sucesso você deve dobrar. No caso de It – Capítulo 2, que estreia nos cinemas de Brasília nesta quinta-feira (5), o terror fundido com o lúdico, com a violência e com densos temas sobre traumas (algo explícito na obra anterior) veio dobrado nesta sequência.

Depois de 27 anos, o Clube dos Otários reúne-se novamente após Mike (Isaiah Mustafa) descobrir que It, monstro que aterrorizou o grupo no passado, retornou. A fim de exterminar a criatura para sempre, Bill (James McAvoy), Eddie (Bill Hader), Ben (Jay Ryan), Beverly  (Jessica Chastain) e Stan (Andy Bean) retornam à cidade de Derry, onde desenterram imensos traumas nascidos em suas infâncias.

Elenco adulto de It – Capítulo 2

O primeiro capítulo de It foi um sucesso estrondoso em 2017. Além de ser mais uma aguardada adaptação de Stephen King, o diretor Andy Muschietti soube criar um terror sutil alinhado com elementos lúdicos (outra palavra) que representavam traumas dos personagens.

Esse e outros adereços vieram reforçados na sequência – algo que pode ser atribuído aos produtores, que almejam um faturamento superior ao da película anterior, já que não se mexe em time que está ganhando. Inicialmente, imaginava-se que coibir as características do diretor faria com que o segundo longa perdesse a essência e soasse tendencioso.

Foto – Divulgação

Entretanto, isso distancia de ser um filme bobo. Este novo capítulo – por todos os personagens atingirem a maior idade – a temática atinge camadas ainda mais densas que o original. Existem cenas muito densas. 

Além desses novos exageros, este novo filme sofre devido ao tempo de duração. It – Capítulo 2 possui 169 minutos e pode cansar aqueles acostumados com metragens mais simplórias. Mas ainda sim é um filme bom para aficionados do gênero e amantes de Stephen King. Caso não houvesse tanta interrupção de produtor sobre métodos cinematográficos e Andy Muschietti tivesse a liberdade do filme anterior, este longa-metragem seria superior ao original.

Superior ou não,  assustador ou não – sendo interpretações dependentes do que incomoda o espectador –, It surpreendentemente manifesta como o cinema reflete a vida real: existem os momentos mais apavorantes e tristes, mas é possível que eles também resultem na crença do que é encantador.

Por Leonardo Resende 

@leonard0resende


Você pode gostar
Publicidade