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Cinema

Dia Mundial do Cinema: os diretores mais influentes da história

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Ele pode ser considerado um reflexo de uma sociedade, um palco de protestos, uma paródia reflexiva ou apenas um método evasivo de lazer. O cinema – que tem causado discussões polêmicas devido ao tema da redação do Enem 2019 recentemente – nasceu para todas essas funcionalidades citadas. Por ser tão amplo, elas podem ser transcendidas em novas interpretações. 

Ademais, adentrando na subjetividade do que é arte, o cinema foi classificado como sétima arte em 1911, por Ricciotto Canudo no Manifesto das Sete Artes. Para Canudo, esta nova arte seria a somatização de todas as manifestações artísticas existentes na história da humanidade.

Porém, o berço do cinema é anterior toda essa análise filosófica. Ele surge em 1895, na França, com os irmãos Louis e Auguste Lumière, mas é nesta semana – mais especificamente dia 5 de novembro – que se comemora o Dia Mundial do Cinema. Por isso, listamos algumas personalidades que foram fundamentais para a imensidão de poesia, arte e espetáculo que é o cinema de hoje.

Confira:

D. W. Griffith

Não levou muito tempo para que os meios mais avançados atingissem a sétima arte. Assim como os métodos, homens com uma criatividade inesgotável conhecessem o cinema. D. W. Griffith foi o primeiro diretor que reconheceu o poderio de um close, montagem paralela, suspense e movimento de câmera dentro de uma construção de narrativa.

Em 1915, com o longa-metragem O Nascimento de uma Nação Griffith estabeleceu o primeiro pilar da criação da indústria cinematográfica de Hollywood, utilizando todos os métodos revolucionários.

D. W. Griffith: primeiro artesão do cinema. Foto – Divulgação

George Méliès

Se existe a imaginação de criar mundos, extrapolar realidades inexistentes e transformar uma história em algo mágico, tudo isso pode ser reconhecido ao mestre Georges Méliès. Mesmo que tenha um reconhecimento tardio da sua influência (Méliès morreu sem ver o impacto da sua criatividade no cinema), o diretor usou seu conhecimento como ilusionista para criar efeitos especiais. Se toda a pirotecnia de Os Vingadores existe, ela é fruto dos investimentos vitais de Méliès.

O cinema conhece os efeitos especiais com George Méliès. Foto – Divulgação

Alfred Hitchcock

Por falar em heranças para a sétima arte, assim como Griffith, o britânico Alfred Hitchcock reconheceu como a técnica era uma peça fundamental para a construção de um roteiro. Aliado a isso, Hitchcock sempre soube valorizar as atuações femininas como força motriz do seu roteiro.

Com 53 longas-metragens em 60 anos de carreira, é possível ver cada detalhe técnico deixado por ele em filmes atuais. Hitchcock deu ao mundo do cinema um novo sentido de filmar. Dentro das suas películas, não habitavam apenas a diversão genuína do terror, mas também tudo aquilo intrínseco ao medo, resultando em análises profundas de teor psicológico e sociológico. 

Conhecendo a natureza do medo e seu impacto com Alfred Hitchcock. Foto – Divulgação

Stanley Kubrick

Enquanto Hitchcock prezava por adereços simplistas dentro de narrativas aterrorizantes, Stanley Kubrick agregava o gigantismo ao seu cinema. Com uma das carreiras mais versáteis da história do cinema, Kubrick – assim como muitos dessa lista – enxergava o cinema como uma massa de bolo que necessitava de ingredientes novos.

Nos seus filmes, a utilização de técnicas jamais vistas – além de versátil – também o fizeram do cineasta mais influente – no sentido de copia e reprodução – da história. Ninguém nunca havia pensado em como a trilha sonora poderia transmitir mensagens para o nosso subconsciente (técnica utilizada em 2001 – Uma Odisséia no Espaço).

O gigantismo chega ao cinema com Stanley Kubrick. Foto – Divulgação

Ingmar Bergman

Homens no espaços, mulheres sendo esfaqueadas, a lua sendo atingida por um míssel…Nada disso era visto como frutífero para Ingmar Bergman. Em consequência de uma infância conturbada em sua família, a espinha dorsal do cinema de Bergman era as relações interpessoais de famílias. Bergman acrescentou a filosofia à sétima arte. Muitos filmes da sua carreira são intermináveis ágoras com diálogos profundos.

O Sétimo Selo, uma de suas obras mais célebres, retrata um encontro entre a Morte e um soldado. Diferente dos cineastas citados até aqui (alguns podem ter usado tais elementos, mas nunca de forma integral como Bergman), este diretor sueco mostrou que a sétima arte pode ser um verdadeiro palco de argumentação humanista.

Filmo, logo existo. O cinema conhece a filosofia pela primeira vez com Ingmar Bergman. Foto – Divulgação

Federico Fellini

Enquanto Méliès enxergava o cinema como a sequenciamento do ilusionismo ao formato literal, Fellini transformava a magia em metáfora. Alegoria que o cineasta externalizava com muito vigor: “O Cinema é o modo divino de contar a vida”.

Isso era visto em cada frame de seus filmes. Todo aquele filtro anti-realidade (e mágico) preenchia seus filmes. Entretanto, essa técnica desvariada tinha um significado para o público: era a romantização dos problemas da vida, sempre roteirizando sérios problemas da sociedade. Fellini foi responsável por dar voz ao cinema italiano.

Famoso por transformar poesia em cena, Fellini, assim como todos aqui citados, são considerados grandes pilares para a história do cinema. Mesmo que não sejam atuais – e de desgosto do público em geral – estes homens preencheram o cinema com vida, amor, alma e conteúdo. Se a sétima arte caminha por diversos nichos, a gratidão é primordial a estes mestres do cinema.

O cinema com o filtro poético com Federico Fellini. Foto – Divulgação

 

Com carinho pela sétima arte, Leonardo Resende

 

@leonard0resende


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