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Cinema

Comédia “Minha mãe é uma peça 3” aborda solidão e envelhecimento

Filme nacional, que estreia em Brasília entre as festas de final de ano, traz reflexões sobre questões de família

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Cena do filme Minha mãe é uma peça 3. Foto: Divulgação
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Por Mariana Fraga

“Minha mãe é uma peça 3”, a par de todas as gargalhadas que pode despertar, opta por uma abordagem que também busca uma reflexão sobre a terceira idade. O filme mostra uma rotina entediada de dona Hermínia. Sem trabalhar, a personagem interpretada por Paulo Gustavo convive com o sofrimento pela ausência dos filhos, Juliano e Marcelina, em casa. A solidão da protagonista é tratada com drama e humor ao mesmo tempo. Além disso, o longa brasileiro explora o envelhecimento da personagem principal, com piadas sobre doenças, estereótipos como confusão de nomes e gagueiras. O filme estreia neste final de semana nos cinemas de Brasília. Com a temporalidade de fim de ano, o filme, dirigido por Susana Garcia, trata sobre amor e prega a importância de ter a família reunida.

Com o característico exagero da personagem, Hermínia tem medo de morrer sozinha no apartamento e acaba parando no hospital. Preocupados com a mãe, os filhos de dona Hermínia aparecem no hospital com novidades para sacudir a vida da protagonista. Primeiro, Juliano (Rodrigo Pandolfo) anuncia que vai se casar. Logo em seguida Marcelina (Mariana Xavier) anuncia que está grávida. Apegada a identidade de mãe controladora, a matriarca tenta interferir nas escolhas dos filhos. Hermínia quer decidir os detalhes do casamento de Juliano e o chá de bebê de Marcelina, mas eles não aceitam e deixam claro que querem tomar suas decisões de forma independente.

Com um toque de emoção, “Minha mãe é uma peça 3” mostra o drama das mães sentirem que não fazem mais parte da vida dos filhos. Filhos, que aliás, estão construindo as suas próprias famílias. Em meio a cenas comoventes, Hermínia se lembra de quando os filhos eram pequenos e ela podia ajudar e tinha presença ativa nas vidas deles.

O filme também mostra a tentativa de dona Hermínia se divertir sem os filhos. Com isso, a personagem viaja para Los Angeles mesmo sem saber inglês e frequenta um grupo de idosos. Além disso, faz humor com a vida do ex-marido, Carlos Alberto (Herson Capri), que se muda para o apartamento ao lado de Hermínia.

No terceiro filme da saga, que teve a primeira edição lançada em 2013 e a segunda em 2016, Paulo Gustavo aumenta a dose de sentimentalismo sobre o afastamento de Juliano e Marcelina, e provoca a sensação de que a paternidade do ator fez bem ao roteiro. O filhos do ator, os gêmeos Gael e Romeu aparecem no filme ao lado do marido, Thales Bretas, durante a passagem de Hermínia nos Estados Unidos. Além de surgirem durante os créditos finais com agradecimentos de Paulo Gustavo à família , após os tradicionais vídeos de Déa Lúcia, mãe do ator e inspiração da personagem.

 


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