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52º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro: curtas da mostra competitiva cativam pelas ideias genuínas

52º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro: curtas da mostra competitiva cativam pelas ideias genuínas

Leonardo Resende

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Angela é uma senhora de idade que sofre de obesidade. Seus dias são marcados pela angústia da velhice. Ao mesmo tempo, essa mulher encontra paz nos pequenos detalhes da sua rotina: estudar sobre os meios medicinais de ervas, colecionar receituários e comer seu doce de leite enquanto devaneia sobre o passar do tempo. Esse é o retrato sincero de Angela, filme de Marília Nogueira, que inaugurou a quinta noite do 52º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Olhares diferenciado e empáticos

Marília Nogueira traz a história de Angela com intimidade. Enquanto a protagonista folheia as páginas de um caderno velho, é possível ver aquele olhar nostálgico e sozinho. Para a cineasta, isso é o reflexo do trabalho das mulheres no cinema.

“Estar no corpo de mulher, não é fácil. Precisamos ocupar todos os espaços no cinema. Angela é um filme que luta por mais mulheres no audiovisual”, destaca.

Seguindo a programação, , de Júlia Zakia e Ana Flávia Cavalcanti mostra a influencia (e importância) do protagonismo da mulher negra dentro do cinema. Mesmo que tenha uma história inusitada e divertida, o objetivo das diretoras é retratar o dever dessa indústria empregar minorias. “É um filme sobre as mulheres que sustentam essa país! Estamos aqui para reverenciar as mulheres negras!”, destaca a diretora.

Por Leonardo Resende

@leonard0resende

 


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