fbpx
Siga o Jornal de Brasília

Celebridades

“Mara Maravilha é a Regina Duarte da fofoca”, dispara Leo Dias sobre fim do programa ‘Fofocalizando’

Em seu blog na página da Uol, o jornalista escreveu um longo texto listando pontos que, segundo ele, fizeram com que a atração chegasse ao fim

Avatar

Publicado

em

PUBLICIDADE

O ex-apresentador do ‘Fofocalizando’, do SBT, Leo Dias não poupou palavras pra comentar o encerramento do programa da emissora de Silvio Santos. Em seu blog na página da Uol, o jornalista escreveu um longo texto listando pontos que, segundo ele, fizeram com que a atração chegasse ao fim.

“Ultimamente, o tom do elenco era o mesmo. Dava um sono… Todos politicamente corretos demais. Mara, então, virou a palmatória do mundo. Era até curioso esperar para ver a próxima atrocidade que ela falaria. Mara é a Regina Duarte da fofoca”, disparou o jornalista.

“Outro problema, faltava um contra ponto decente. As discussões não rendiam, só quando eram relacionadas à moral e aos bons costumes. Mara era cheia de regras”, complementou Leo Dias.

No decorrer de sua publicação, divulgada nesta sexta-feira (8), Leo Dias também criticou o diretor do ‘Fofocalizando’, Márcio Esquilo, segundo ele, ter medo de se opor a Silvio Santos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“As últimas “ideias” de Silvio foram desastrosas. Não pode colocar horóscopo num programa de TV. Sabe por quê? 40% da população do Brasil é evangélica, e isso vai contra o que eles pensam. E aquela sessão pavorosa de músicas antigas sem fim? Por que o diretor não explicou a alguém próximo que aquilo seria um tiro no pé? Medo? Medo de quê? Contestar é algo natural dos seres pensantes”, afirmou.

Leia na íntegra:

“É triste ver um programa de TV, ao qual eu me dediquei demais, e que tinha tudo para mostrar que o SBT sabe, sim, fazer fofoca, acabar. Na última quinta-feira (7) Sílvio Santos, seu criador, cansou de ver os números pífios da atração. Eu vivi de perto aquela realidade e falo com propriedade. Entenda algo sobre o SBT: quando um programa for criado pelo Silvio, todas as grandes decisões são dele. Ninguém pode mexer sem o aval dele. Mas o Dono do Baú, segundo relatam, não é um cara irredutível, ele aceita, sim, a opinião alheia. Só que ele, simplesmente, não tinha alguém para atualizá-lo da situação. O diretor do programa não soube se impor e tentar uma aproximação direta com ele. Marcão do Povo, por exemplo, Silvio recebe em sua sala. Por que não receberia o diretor?

As últimas “ideias” de Silvio foram desastrosas. Não pode colocar horóscopo num programa de TV. Sabe por quê? 40% da população do Brasil é evangélica, e isso vai contra o que eles pensam. E aquela sessão pavorosa de músicas antigas sem fim? Por que o diretor não explicou a alguém próximo que aquilo seria um tiro no pé? Medo? Medo de quê? Contestar é algo natural dos seres pensantes. Daqui a pouco eu falo do palco. Mas na redação havia um problema grave: para falar de celebridade você precisa ter um mínimo de experiência. E as informações retidas pela equipe eram básicas, o que faz com que a pauta seja pueril. Até para fazer fofoca tem que ter especialização. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O elenco era outro problema sério. Vale ressaltar que os meus comentários não são de nível pessoal, mas absolutamente profissional. Uma das minhas maiores qualidades no programa era que eu tinha um tom acima, eu gritava, agia como louco (não que eu não seja)… E isso prende a atenção do telespectador. Ultimamente, o tom do elenco era o mesmo. Dava um sono… Todos politicamente corretos demais. Mara, então, virou a palmatória do mundo. Era até curioso esperar para ver a próxima atrocidade que ela falaria. Mara é a Regina Duarte da fofoca.

Eu me lembro, que antes de eu ter voz atuante no programa, eu estava com celular na mão enquanto todo elenco escondia o aparelho. Por que? Eu me recusei a esconder e bati de frente com o diretor. Um fofoqueiro sem celular? É melhor me tirar uma perna, é menos útil. (Risos) De repente, comecei a receber ligação dos artistas no meio do programa. Aquilo prende a atenção do telespectador num grau. Você não tem ideia. É ao vivo! O telefone do Leo toca e tudo pode mudar.

Outro problema, faltava um contra ponto decente. As discussões não rendiam, só quando eram relacionadas à moral e aos bons costumes. Mara era cheia de regras. O telespectador, por mais velho que ele seja, ele gosta de saber o que o jovem pensa. Com tanta gente boa e moderna na internet, o “Fofocalizando” poderia ser um programa moderno e contemporâneo. Poderia até não ter o exclusivo, mas jovens sinalizando um movimento das ruas, traria um ar jovial que o SBT tanto precisa.

Livia era alegria, mesmo muitas vezes ficando em cima do muro, ao assisti-la dava vontade de abrir um largo sorriso. Puni-la daquela maneira foi o tiro de misericórdia para o fim do programa. Que triste fim.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Leia também
Publicidade
Publicidade
Publicidade