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Cinema

Brasília realiza o primeiro Festival de Cinema de Arquitetura

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Uma diversidade de produções audiovisuais que tratam da vida nas cidades, em suas diferentes escalas e complexidades, marca a primeira edição do Festival Internacional de Cinema de Arquitetura – arch_cine, que acontece na capital até este sábado, 1º de setembro, no auditório do Museu dos Correios, Casa da Cultura da América Latina e campus do IFB do Recanto das Emas.

Explorando temas como mobilidade, sustentabilidade, recursos naturais, tecnologia e habitação, o evento vai exibir longas, médias e curtas-metragens, finalizados a partir de 2015, realizados por cineastas de diversos estados do país e do exterior. Os filmes foram inscritos por meio de um edital, lançado em junho, com o tema “Pluricidades”, e selecionados por meio de uma comissão.

O ArchCine, em primeira edição em Brasília, tem a direção geral da arquiteta e urbanista Liz Sandoval, pesquisadora do tema, e tem como objetivo ampliar e atualizar o debate sobre a cidade e suas pluralidades. A arquiteta diz que a curadoria foi pautada por indagações, tais como: “As narrativas expressadas pelo cinema podem atuar no debate sobre a forma como vivemos e produzimos nossos espaços na cidade?”. Outro desafio da curadoria foi pensar na semelhança dos processos de urbanização, amplamente retratados no cinema, que, se por um lado, parecem tão dinâmicos, por outro parecem carimbar e reduzir todas as cidades a uma só imagem.

Nesta edição o festival Brasília celebra o filme Era o Hotel Cambridge, de Eliane Caffé, que narra a trajetória de refugiados recém-chegados do Congo, Palestina e Síria, que se unem a trabalhadores e famílias sem-teto e ocupam um edifício abandonado no centro de São Paulo e, juntos, o transformam num gigantesco palco de luta e experiências. A protagonista Carmen Silva, líder do FLM, estará presente e disponível para uma conversa, após a sessão de homenagem.

Se apresentando como uma janela de reflexão sobre as diferentes maneiras como vivemos, percorremos, nos relacionamos, ocupamos, interferimos e representamos as nossas cidades, o festival exibe 25 filmes, entre eles estão produções do Equador/Espanha, Portugal,

Suíça, Polônia, Canadá e representando o País, o Distrito Federal, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo, contribuindo para a reflexão acerca das distintas paisagens e da interação entre arquitetura, a comunidade e seu território, que são alguns dos temas recorrentes nos filmes selecionados. Outra questão tratada pelo festival é sobre o patrimônio arquitetônico, diversos filmes inscritos trouxeram essa temática, revelando o papel do cinema e sua função como arquivo e memória. O ArchCine tem curadoria da professora da Faculdade de Comunicação da UnB, Tânia Montoro, dos arquitetos Liz Sandoval, Tadeu de Brito e Aline Pereira.

Os 20 filmes selecionados em chamada pública concorrem a quatro prêmios: do júri popular, linguagem e fotografia, pesquisa e argumento e o Arquiteturas, esse para o filme selecionado pela curadora e realizadora do Arquiteturas Film Festival, parceira do arch_cine, e será exibido na sétima edição do Festival, em Lisboa, em junho de 2019. Sofia Mourato, criadora do Festival, que acontece desde 2013, na capital portuguesa, estará em Brasília durante o evento.

Dia 31 de agosto, nesta sexta, às 11h, ela fará uma palestra, no Museu dos Correios, sobre a sua experiência de programar e produzir o evento português e também da diversidade de gêneros de filmes que representam ou utilizam a arquitetura como ferramenta de expressão individual e social.

Palestras, debates, visita guiadas e intervenções

Oferecendo ao público em geral e, principalmente, aos estudantes, professores, profissionais das artes e da cultura, legisladores, uma visão diversa, conflitante, mas singular do movimento do cinema de arquitetura, por meio da exibição dos filmes, o arch_cine vai contar, também, na programação, com palestras, debates, apresentações de trabalhos acadêmicos, visita guiada e intervenção na praça dos artistas no Setor Comercial Sul, preparando a escadaria da praça para uma sessão de cinema ao ar livre.

A projeção de quatro filmes, todos com legendagem descritiva, na fachada do edifício Anápolis, sede da CAL/UnB, dia 31 de agosto, tem parceria com o MOB Movimente e Ocupe seu Bairro e o curso de Produção Moveleira e Design de Móveis do IFB de Samambaia. Também em parceria com o IFB do Campus Recanto das Emas e dos alunos e professores do curso técnico em áudio e vídeo, o arch_cine realiza uma sessão de filme no campus do IFB/ Recanto das Emas, seguida de debate.

A visita guiada leva os participantes a percorrer Setor Comercial Sul, em parceria com o Coletivo Transverso, grupo que realiza intervenções poéticas no espaço público, numa experiência chamada “Cada caminho é um poema”, um filme falado pelas ruas do Setor Comercial Sul, um passeio pelas palavras do Coletivo Transverso, através da visita audioguiada, que acontecerá no dia 1º de setembro, às 10h e às 11h na CAL.

Como parte da programação serão apresentados trabalhos acadêmicos relativos á temática do festival. São projetos de revitalização do SCS e estudos que se guiam pela interseção entre cidade e cinema, apresentados por alunos e professores do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UnB, e também o artigo da professora Tania Montoro da Faculdade de Comunicação, em coautoria com a mestre em cinema Nayara Güércio com o titulo: “Aquarius: um filme sobre memória, cidade e alma feminina.

Os filmes selecionados podem ser conferidos na página do ArchCine.

 


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