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Cinema

5 filmes para lembrar como o fascismo deve ser abominado

Leonardo Resende

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em

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É de caráter incontestável: o cinema possui uma traços refletores da realidade. Por mais que suas narrativas extrapolem o que é possível de acontecer ou não, ele pode se sustentar em acontecimentos reais. Contar histórias sobre o fascismo também é uma das façanhas da sétima arte. Atualmente, onde livros e fatos históricos têm sido ignorados, o cinema pode ser uma ferramenta de transgressão necessária. Por isso, há inúmeros filmes que contam como o fascismo nunca deve ser tolerado. Cinco deles ganharam espaço por aqui, confira:

5 – Chá com Mussolini

Dirigido por Franco Zeffirelli, este é um filme anglo-italiano com teor mais “leve” da lista. O longa-metragem é considerado uma semi biografia pois esse título dispõe pequenos trechos da vida do diretor para construir o roteiro. Baseado em suas memórias dos períodos entre 1935-1944, o filme contém certos alívios – graças ao elenco talentoso – mas como o pano de fundo é o fascismo, os diálogos ganham um peso magnifico e trazem questionamentos sobre o quão sombria a natureza humana pode alcançar.

Foto – Divulgação

4 – A Outra História Americana

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De fato, é o mais violento da lista. A cena apavorante do personagem de Edward Norton pedindo a um negro abrir a boca no meio-fio, em seguida chutando-a e matando o rapaz instantaneamente, fez desse drama um verdadeiro terror. Mesmo ao ser preso, seu personagem recebe a polícia com um sorriso maníaco. A Outra História Americana foca no contexto de neo-nazistas em plena modernidade americana. Quando a realidade é colocada em tela, não existe filtro de ficção que faça o espectador desmerecer seu medo. Este filme de 1998 completou 22 anos este ano e nunca se tornou tão atual. Chocante, porém necessário.

Foto – Divulgação

3 – A Onda

O poder de persuasão é o elemento mais presente neste filme alemão de 2008. Quem o pratica é um professor de uma escola no subúrbio alemão. Seu poderio sobre os alunos é a demonstração da funcionalidade de um estado fascista. A fim de ser didático, o professor é mal interpretado pelos alunos. 

A paráfrase errônea dos discentes faz com que a turma desenvolva um sistema interno de fascismo. O longa-metragem que completa 12 anos este ano, prova que o movimento é um acontecimento atemporal e descontextualizado. Ao contrário de A Outra História Americana – cujo fio condutor é a consequência da intolerância –  A Onda reflete como é o nascimento do movimento.

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Foto – Divulgação

2 – V de Vingança

Atualmente, é o título mais influente. Não é a toa que máscara do personagem V (baseado em Guy Fawkes) se tornou legítima do movimento Anonymous. Entretanto, não é esse o motivo maior deste filme aparecer aqui.  Por ter uma montagem elaborada (que homenageia a obra original de Alen Moore), os monólogos concentram em referências e citações de quão nocivo pode ser o fascismo. Um dos exemplos disso é  da carta da personagem Valerie. Uma moça que morreu dentro de um campo de concentração: “Eu me lembro quando os significados das palavras começaram a mudar. Me lembro quando diferente se tornou perigoso”. Não é um espelho nítido da realidade comtemporânea, mas para um bom entendedor ou oprimido, poucas metáforas bastam. 

Foto – Divulgação

1 – O Grande Ditador

A maior façanha (e dom) de Charles Chaplin, é conseguir casar drama e comédia sem soar melodramático. Todos os seus personagens possuem certo plano de fundo trágico, mas há aquela máscara humorística que disfarça ou diminui a dor.

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Sendo um dos poucos filmes falados da sua carreira, Chaplin traz também o mais influente e impactante. É claro que algumas situações dos personagens causam momentos infelizes, mas o maior destaque de O Grande Ditador é o discurso humanitário de Charles na pele de Adenóide Hynkel. Assim como todos os filmes da lista, as mensagens são claras e diretas: o fascismo jamais será tolerado e sempre deve existir resistência.

Foto – Divulgação

Por Leonardo Resende

@leonard0resende


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