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Cinema

5 filmes imperdíveis sobre o jornalismo

Leonardo Resende

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O quarto poder, aproveitadores, manipuladores, informadores, salvadores, dentre outros sinônimos para classificar a vocação de jornalista. Hoje, 7 de abril, é uma data conhecida por celebrar o dia desse grupo tão importante para a sociedade. Por isso, selecionamos 5 filmes que foram tão relevantes para o público conhecer a atuação deles no mundo quanto para as mutações necessárias da sétima arte. Confira:

5 – Nos Bastidores da Notícia

Talvez não seja o exemplo mais conhecido da lista, porém Helen Hunter e William Hurt conseguem injetar todo seu talento nesse filme sobre a fábrica de notícias televisiva. Dirigido por James L. Brooks, o filme mostra com muita fidedignidade o mundo da televisão.

Wiliam Hurt, Helen Hunter e Albert Brooks. Elenco de Nos Bastidores da Notícia. Foto – Divulgação.  

4 – Medo e Delírio em Las Vegas

Terry Giliam ficou conhecido por trazer novas referências do surrealismo para o cinema. Ao adaptar o amado livro de Hunter S. Thompson, Giliam conseguiu subverter a imagem do jornalista para o público. E mesmo que tenha um ator em declínio atualmente, Medo e Delírio é importante para o cinema devido à ousadia do diretor em estudar e apresentar um personagem tão “singular”. 

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Surto em película. Foto – Divulgação

3 – Uma Guerra Pessoal

Um dos títulos mais injustiçados na temporada de premiações de 2019, principalmente pelo desempenho ímpar da atriz Rosamund Pike (Garota Exemplar). Dirigido pelo documentarista Matthew Heineman – que despeja todo o seu poderio técnico de documentários em uma história real – o filme conta a história da jornalista Marie Colvin (uma excelente repórter linha de frente).

Além da atuação espetacular de Rosamund Pike, o filme também concentra no discurso da importância do jornalista na sociedade. O personagem de Pike acompanha esse traço da narrativa como nenhuma atriz atual faz.

Rosamund Pike como Marie Colvin. Interpretação antológica. Foto – Divulgação

2 – Spotlight – Segredos Revelados

O jornal de Boston, The Boston’s Globe, tem uma editoria chamada Spotlight, uma seção do veículo em que é especializado em cuidar de pautas mais frias e investigativas. Em 2001, a equipe assumiu uma pauta controversa, porém necessária: denunciar os casos de pedofilia entre os padres nas igrejas da região. A história foi publicada no ano seguinte e rendeu um Prêmio Pulitzer de Serviço Público em 2003 ao jornal. 

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Tom McCarthy, quem dirigiu esse filme, havia participado de grandes filmes de forma menos decisiva (roteiros e edições de longas) e assume com Spotlight – Segredos Revelados, seu primeiro filme.

Misturando o clássico jornalismo investigativo e drama (não muito convencional e e pouco pretensioso), McCarthy foca naquilo que fez a matéria dos jornalistas tão premiada: a humanidade dos personagens. Por exemplo, como a inserção dos protagonistas dentro da história os afeta? Eles estão fazendo justiça com as próprias mãos ou estão seguindo o senso de dever que a profissão exige? Todos esses questionamentos – que são respondidos gradualmente durante o filme – ajudam tanto McCarthy quanto o roteirista John Singer (de seriados como Law & Order e derivados) a delinear um ritmo espetacular ao filme.

Não foi em vão o prêmio máximo do Oscar de 2016 com esse filme, aliás, Spotlight recebeu a estatueta de Melhor Filme. Para qualquer jornalista (em formação ou não), Spotlight é muito mais que uma aula vocacional, é uma aula de humanidade e empatia.

Elenco de Spotlight. Foto – Divulgação

1 – Todos os homens do presidente

Se Spotlight existe, temos que ovacionar Todos os Homens do Presidente, que serviu de base para o roteiro de McCathy e Singer (filme citado anteriormente aqui).

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O longa-metragem conta a história de dois repórteres interpretados por Robert Redford e Dustin Hoffman, que fazem uma pesquisa branda sobre um roubo na Sede do Partido Democrático. Aos poucos, eles vão descobrindo uma enorme rede de intrigas dentro de uma pauta que ganha proporções enormes.

Porém, com mais complexidade no momento de contar a história, esse filme de Alan J. Pakula (A Escolha de Sofia) é o pontapé inicial para esse subgênero do cinema. Por ser o mais influente de todos, este título de 1976 assume o primeiro lugar da lista e por pouco não perde o topo do pódio para Spotlight – Segredos Revelados. Entretanto, mais uma vez, sem Todos os Homens do Presidente, nenhum filme dessa lista existiria.

Foto – Divulgação

Menção honrosa: 
The Morning Show

Sim, não é um filme, é um seriado. Mas Se Morning Show fosse um filme, nada daria tão certo quanto esse filme deu. Formatado como carro-chefe da Apple Tv Plus, a série mostra os bastidores (nada engraçados e intensamente calorosos) do programa matinal Morning Show. 

Por que esse título aparece na lista?

Por mais que não seja de configuração fílmica, The Morning Show é de aspecto cinematográfico e muito bem roteirizado, dirigido e estrelado. As duas protagonistas, Reese Witherspoon e Jennifer Aniston (sensacionais) focam – de força motriz – nas particularidades da vivência de um jornalista televisivo. Ou seja, ambas são o reflexo das consequências de trabalhar com a notícia na TV: há o compromisso transparente pela verdade (principalmente no personagem de Witherspoon), há o ego frágil – consequência do medo da substituição – e há, ainda, abordagens espetaculares com temáticas atuais com política, abusos sexuais e temas familiares. Se nenhum filme da lista te agradou e prefere um exemplo mais abrangente dentro do jornalismo, The Morning Show é para você.  

Alfinetadas ao vivo. Foto – DIvulgação



Por Leonardo Resende

@leonard0resende


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