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Vídeo: academias e salões de beleza reabrem com pouco movimento

Donos e profissionais seguem protocolos e concordam com a volta autorizada pelo GDF

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Foto: Pedro Marra/Jornal de Brasília
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Pedro Marra e Vítor Mendonça
redacao@grupojbr.com

Academias e salões de beleza voltaram a funcionar nesta terça-feira (7) em Brasília com o aval do governador do Distrito Federal (GDF), Ibaneis Rocha. Na última quinta-feira (2), o chefe do Executivo local autorizou a volta desses setores.

Com menos clientes do que o normal, donos de academias e profissionais da área comemoram a volta mesmo diante do aumento nos números da pandemia do novo coronavírus.

“Estou convicta que o ambiente da academia é seguro. Eu mesma frequento e considero que é o plano de saúde preventivo mais barato que existe. É aqui que você vai adquirir a saúde física e mental para passar por esse momento de dificuldades”, declarou Flávia Almeida, proprietária da World Gym, com unidades da 511 Norte e no Gama.

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Na academia, foi feita uma parceria com um laboratório especializado na modalidade Point of Care, oferecendo testes rápidos de covid-19 aos alunos. Cada teste custa  de R$ 180 para toda a comunidade e R$ 90 para alunos. A World Gym  afirma ainda que os exames poderão sair de graça para novos matriculados.

Professora de educação física desde que a unidade da 511 Norte foi inaugurada em 2013, Renata Cristina, 43 anos, comenta as diferenças de acompanhar os alunos virtualmente e agora presencialmente.

“A gente tem que evitar pegar na mão, ter um distanciamento, a limpeza da academia. Não tem necessidade de encostar no aluno, é só mudar a metodologia de treino. Na hora de fazer o agachamento, tem muita gente que tira a máscara, porque ela dificulta para um treino intenso, mas a pessoa pode descansar mais entre as séries”, explica a personal trainer.

A advogada Amanda Pfeifer, 25 anos, foi uma das alunas que treinou hoje de manhã durante a reabertura. “A volta sendo responsável é trivial desde que os alunos também sejam. Não é só para o meu uso o aparelho, eu também tenho que limpá-lo para a próxima pessoa que vai usar”, comenta.

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Amanda confessa que ir à academia estava fazendo falta. “A atividade física é também saúde. Eu estava ficando louca sem academia. Corria na rua e treinava em casa com alguns pesos, mas na academia é outra coisa, porque está tudo pronto: é só eu chegar, e os aparelhos vão estar aqui. Quando eu treinava em casa, tinha que montar os pesos e inventar exercício para fazer. É muito mais prático fazer o treino na academia”, analisa.

Amanda Pfeifer, aluna da World Gym. Foto: Pedro Marra/Jornal de Brasília

Agendamento de clientes

De luva e máscara, Suely Oliveira, 49, voltou a atender em seu salão de beleza pela primeira vez após 116 dias com as portas fechadas. Em um dos blocos comerciais do Jardim Botânico, a profissional de estética agora trabalha apenas por agendamento e com menos de 30% do efetivo anterior. “Antes eu tinha 14 pessoas trabalhando comigo. Agora somos apenas eu, mais uma cabeleireira, e duas manicures. Infelizmente precisei demitir os outros funcionários”, contou.

Apesar da consequente diminuição no número de clientes, a cabeleireira ressalta que, se não fosse a reabertura neste mês, não sabe como faria para retomar o comércio. Segundo ela, provavelmente encerraria as atividades da empresa que mantém há três anos no local. “Durante o tempo em que fiquei fechada, negociei os aluguéis, mas não dava para aguentar muito mais. O aluguel é caro e só agora vou conseguir pagar as contas”, afirmou. “Foi tudo muito rápido. Soubemos que não poderíamos trabalhar de um dia para o outro.”

Para cumprir com distanciamento entre clientes, Suely retirou uma das poltronas de atendimento e afastou para os cantos da loja os pontos de atendimento das manicures. “Depois que a cliente sai, fazemos a limpeza da cadeira com álcool em gel e os materiais usados no atendimento. Também compramos capas descartáveis para os cortes de cabelo e estamos melhorando o atendimento para não ter aglomeração”, explicou.

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A primeira cliente foi Nil Bragaglia, 43, que teve os cabelos lavados ao chegar e faria um procedimento de retoque da raiz. “Eu não estava apenas com saudade, eu estava necessitada mesmo”, brincou. De acordo com a funcionária do Tribunal de Justiça do Mato Grosso, que trabalha à distância, a intenção era ser uma das primeiras atendidas no estabelecimento.

Suely Oliveira voltou a atender nesta terça (7). A primeira cliente foi Nil Bragaglia. Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasília

“Decidi vir hoje porque, depois dessa reabertura, eu imagino que vai ter muita procura. Então eu vim logo no primeiro dia. Como estão com horário marcado, é mais tranquilo”, completou. Ela acredita que a volta é segura em razão dos protocolos de segurança adotados. “Não vai ter nenhum amontoado de gente e, se todo mundo tomar os cuidados, acho que dá para ter um controle.”

Protocolo de abertura

Além do uso obrigatório de máscara de proteção e álcool em gel, a reabertura vai exigir distância mínima de dois metros entre as pessoas para ambos os setores.

De acordo com Edição Extra do Diário Oficial do DF, publicado na última quinta-feira (2), os funcionários dos estabelecimentos esportivos deverão higienizar os equipamentos de uso coletivo regularmente; todas as pessoas deverão manter o distanciamento mínimo de dois metros entre os equipamentos; será proibido o funcionamento dos bebedouros, com cada um levando sua garrafa.

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As academias também terão de fechar por uma ou duas vezes ao dia por pelo menos 30 minutos para limpeza geral e desinfecção dos ambientes. Devem dispor também de toalhas de papel e produto específico de higienização para que os clientes possam usar nos equipamentos de treino, como colchonetes, halteres e máquinas, com orientação para descarte imediato das toalhas de papel.

“Privilegiar a ventilação natural do ambiente. No caso do uso de ar-condicionado, realizar manutenção e limpeza dos filtros diariamente. Suspensão da utilização de catracas e pontos eletrônicos cuja utilização ocorra mediante biometria, especialmente de impressão digital, para clientes e colaboradores”, dizem outras recomendações do Executivo local.

Ainda de acordo com o documento, nos estabelecimentos voltados para a beleza, além da higienização das cadeiras e distanciamento mínimo, está “proibida a permanência de pessoas em cadeiras de espera dentro dos estabelecimentos”. A prioridade deve ser de ventilação natural do ambiente. “No caso do uso de ar-condicionado, realizar manutenção e limpeza dos filtros regularmente”, ressalta.

Após cada atendimento, deve-se esterilizar todos os equipamentos de trabalho. Para cada cliente, toalhas, lençóis e capas exclusivas devem ser utilizadas para evitar o compartilhamento dos itens.


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