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Cidades

Vida longa ao Hospital de Base do Distrito Federal, patrimônio do Brasil!

“Não cuidamos de hospitais, cuidamos de gente.”

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Por Francisco Araújo

Os 59 anos do Hospital de Base (HB) trazem uma grande reflexão para todo o sistema de saúde do Distrito Federal.

Esse hospital esta sendo estruturado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF) com mais recursos humanos, equipamentos e permanentemente abastecido com insumos em uma perspectiva que busca a cada dia mais resolutividade para os cidadãos brasilienses e candangos. Sabemos que o Base representa, também, a esperança para aqueles que vivem nos municípios do entorno e de outras partes do Brasil para lutar contra os mais graves problemas de saúde.

Com oferta de diversos tratamentos de alta complexidade, temos que reconhecer que esse hospital gera um impacto relevante para toda a rede de saúde. O Base representa um grande pilar de sustentação de todo esse sistema. É referência em trauma, transplante, medicina nuclear e oncologia.

Os colaboradores, tanto os que já passaram por aqui, quanto os atuais, têm muito a comemorar, porque esse hospital já salvou muitas vidas, cumprindo a missão para qual foi criado e, melhor, com o reconhecimento da sociedade. Apenas de janeiro a agosto de 2019, mais de 7 mil cirurgias foram realizadas. Além disso, de janeiro a julho deste ano foram mais 177 mil consultas, 527 procedimentos com finalidade diagnóstica e mais um milhão de procedimentos ambulatoriais.

Para fortalecer essa atuação, apresentamos recentemente 15 metas estruturantes para a sociedade do Distrito Federal, sendo todas elas destinadas a alavancar ainda mais os serviços oferecidos nessa grande estrutura. Estamos comemorando essa data implantando inovações tecnológicas, investindo em infraestrutura e priorizado a humanização do atendimento à população.

Entre as metas previstas estão a construção de nova subestação elétrica para receber mais equipamentos, reestruturação do Núcleo de Medicina Nuclear para instalação do Pet-CT, um equipamento que está parado há cinco anos e só agora, com a atuação do IGESDF, funcionará para agilizar o diagnóstico de pacientes com doenças como o câncer.

Também vamos reestruturar os serviços de radiologia com modernização do parque tecnológico, ampliar os serviços de radioterapia e oncologia, reformar o Bloco de emergência (pronto-socorro, centro cirúrgico e UTI), entre outras ações.

Não cuidamos de hospitais, cuidamos de gente.

Cuidamos de gente e somos gente. Gente como o neurocirurgião Paulo Andrade de Melo, 84 anos, que dedicou sua vida profissional ao Base. Recém formado, veio do Rio de Janeiro com outros colegas médicos aventurar-se na moderna capital recentemente inaugurada e em 1960 foram contratados pelo Base. Dr. Paulo foi quem organizou todo serviço de neurocirurgia no hospital. Outro exemplo de gente que cuida de gente é a primeira assistente social da unidade Skarica Bojenka Kanyo, 96 anos. Através desses dois profissionais de saúde podemos enxergar o caráter humano da nossa existência como instituição de gestão em saúde.

Nesta ótica humanizada, os investimentos planejados mudam e configuram, de uma maneira incisiva, o modelo que foi desenhado pelo governo Ibaneis para o IGESDF, tendo o Hospital de Base como referência para o que estamos implantando em toda nossa estrutura. Estamos construindo com esforços do governo, da sociedade civil e, sobretudo dos trabalhadores da saúde, que têm a honra dizer que trabalham, ou trabalharam no hospital de base ao longo de toda sua história.

Hoje, no IGESDF, temos a missão de trabalhar para contemplar o anseio da população por um sistema de saúde inclusivo, resolutivo, cumprindo todos os princípios do SUS e, principalmente, dando dignidade humana a todas as pessoas que precisam de atendimento de saúde na rede.

Queremos deixar claro que sempre trabalhamos na perspectiva de garantir o direito à saúde referendado pela nossa Constituição e não na perspectiva do assistencialismo, que oferta um serviço público como se fosse um favor.
Por tudo isso, temos o compromisso de fortalecer a saúde e produzir resultados concretos para o cidadão.

Não podemos deixar de destacar que toda a história do Base também conta com o importantíssimo trabalho solidário dos voluntários que atuam há mais de 20 anos no Base.

Trata-se de um incansável trabalho, sempre acolhendo pacientes, humanizando o tratamento e incluindo todos os que mais precisam. Essa é uma vertente de fundamental importância em um hospital, onde as pessoas estão fragilizadas por estarem tratando doenças e precisam ser acolhidas, também, emocional e espiritualmente.

Por isso, o Hospital de Base reúne uma história que tem a contribuição da comunidade médica, dos enfermeiros, dos técnicos e de diversos outros profissionais de saúde, do governo, da sociedade, com destaque para o trabalho do voluntariado.

Ainda temos muito a fazer, mas não podemos deixar de comemorar a importância e as conquistas desse grande patrimônio da saúde pública do DF e de todo Brasil.

Vida longa ao Hospital de Base do Distrito Federal, patrimônio do Brasil!

 

Francisco Araújo é diretor-presidente do Instituto de Gestão Estratégico de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF)


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