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Vice-governador diz que Brasília vai virar um canteiro de obras

Em entrevista exclusiva, Paco Britto faz um balanço das realizações do GDF no ano e promete mais para 2020

Lucas Valença

Publicado

em

Foto: Vinícius de Melo / Agência Brasília.
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“Brasília vai ser um canteiro de obras em 2020”

A prioridade do Governo do Distrito Federal (GDF) para 2020 será a expansão das obras na capital federal. A garantia foi dada pelo vice-governador, Marcus Vinicius Britto — conhecido como Paco Britto — que concedeu entrevista exclusiva ao Jornal de Brasília na qual apresentou um balanço da atual gestão. Segundo ele, a relação com o Legislativo local deve seguir ritmo semelhante verificado neste primeiro ano de governo Ibaneis Rocha. Paco também afirma que os partidos da base aliada já estão de olho nas eleições municipais que devem movimentar o Entorno do DF.

Qual o balanço que o senhor faz deste primeiro ano de gestão Ibaneis?

Um balanço bem produtivo. O que foi feito neste primeiro ano não foi feito por governo nenhum. Nós somos a primeira gestão a entregar habitação popular no primeiro ano. Também fizemos a maior concessão do DF, que foi o Arenaplex [complexo Mané Garrincha], há quatro anos parado.

Desenvolvemos um book de projetos para qualquer tipo de investimento, para que as emendas parlamentares, federais ou distritais, não sejam desperdiçadas. Hoje, os detentores das emendas podem escolher um projeto para destinar os recursos. Afinal de contas, não vai ser por falta de planejamento que iremos perder esse dinheiro. Ainda entregamos para a população o alargamento na mobilidade [nas pistas] de Taguatinga. Nas obras da Triagem Norte, esta semana abrimos o viaduto Taquari e também inauguramos a pista lateral, além de tirarmos as amarras do túnel de Taguatinga.

Foto: Paulo H. Carvalho / Agência Brasília.

Em 2020, Brasília se transformará em um canteiro de obras, com construções de hospitais, UPAs e viadutos, entre outros projetos. E temos recursos para isso, que já estão totalmente programados pelo secretário de Obras [Izidio Santos] e pelo governador Ibaneis.

Mas todos esses programas planejados necessitam de recursos públicos e sabemos que a saúde fiscal do DF ainda não é a ideal. De onde sairá o dinheiro para as obras?

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Não é a desejável [a saúde fiscal] porque o orçamento anterior não foi feito por nós, mas pelo governo anterior. É um orçamento todo engessado e, realmente, foi feito milagre para conseguirmos captar muitos recursos do governo federal para esses novos investimentos. Mas o GDF também deve disponibilizar capital próprio.

Ibaneis tem viajado muito e o senhor tem ocupado o comando do Buriti. Diferentemente de outros governos, o clima entre o governador e o vice tem se dado numa esfera mais aceitável?

É um clima de uma pessoa só. Todas as atitudes que o vice toma, tudo que eu faço é por orientação e em prol do governo Ibaneis. Então é um governo só, não temos esse problema que apareceu em governos anteriores. É uma relação de amizade admiração e respeito. Eu sei o que é ser vice.

Este ano, a relação entre o Executivo e a Câmara Legislativa teve alguns estremecimentos; criou-se o Centrão e outros conflitos pontuais apareceram. Como deve ser a relação com o Legislativo em 2020?

A relação com a Câmara foi muito boa, no meu ponto de vista. Como o governador fala, lá é o ringue; é o lugar de discussão das matérias enviadas por este palácio. Agradeço à Câmara por ter votado a maior parte dos projetos pelo bem de Brasília. O Centrão é um bloco que vai votar em favor do DF. Tem suas peculiaridades? Tem, mas vai votar no que for melhor para a cidade.

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Mas o GDF vai mudar a posição com relação à Câmara ou deve manter a postura apresentada neste ano?

Eu acho que deu certo e vem dando certo, acho que tem de se manter.

No próximo ano teremos eleições municipais no Entorno do Distrito Federal e é sabido que as decisões governamentais vizinhas acabam por refletir no DF. O Buriti tem se preocupado com o pleito?

Toda a população do país tem direito de usar os serviços públicos fornecidos pelo GDF, e o Entorno não é diferente. Quanto à eleição municipal, cada partido [da base aliada], lógico que em comum acordo com o governador Ibaneis e o MDB, tem trabalhado, montado e ajudado os candidatos em comum. O que eu acredito é que cada legenda tem sua prioridade no Entorno.

Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

No caso específico do Avante [partido de Paco], nós estamos ajudando a montar algumas nominatas [listas de candidatos].

Mas, como eu falei, estamos fazendo isso para realmente desafogar o sistema público do DF, dar uma estrutura melhor e uma responsabilidade ao governante do Entorno, para que o eleito possa buscar no seu estado recursos para construir hospitais e UPAs, para, assim, desafogar o nosso sistema de saúde, por exemplo. Só que o GDF, como governo, não deve interferir nas eleições vizinhas. Seria uma ingerência indevida.

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