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Vacinação no DF deve iniciar no fim de fevereiro diz subsecretário

“Estamos começando a vislumbrar a possibilidade [da vacinação] no final de fevereiro e início de março”, afirmou Divino Valério

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Cezar Camilo
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Após uma reunião com o Ministério da Saúde, ontem, a área técnica da Vigilância Epidemiológica no Distrito Federal começa a definir uma data para iniciar a campanha de vacinação em massa na capital.

“Estamos começando a vislumbrar a possibilidade [da vacinação] no final de fevereiro e início de março”, disse o subsecretário de Vigilância em Saúde do DF, Divino Valério, em entrevista ao Jornal de Brasília.

O subsecretário tem participado das reuniões com a equipe do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. As demandas necessárias para a vacinação são alinhadas pelo Executivo junto aos governadores e prefeitos.

“Estamos participando de reuniões técnicas, mas é bastante complicado definir uma data porque depende muito mais deles [Governo Federal]”, relatou Divino.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que o Brasil já conta com 300 milhões de doses da vacina garantidas. Segundo ele, o imunizante estará disponível à toda a população brasileira. A previsão de início da aplicação em massa está incerta, mas o ministro estima começar em março. “Ressalto que todos no Brasil terão acesso à vacina. Todos aqueles que desejarem. Mais uma vez afirmo: tudo está sendo feito com os ritos científicos e seguindo os protocolos da agência reguladora, a qual respeitamos e [que] representa, legalmente, a autoridade no assunto”, disse Pazuello logo após a reunião com os governadores para alinhamento do plano de vacinação nacional, na última segunda-feira (8).

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Ontem, no entanto, Pazuello afirmou em entrevista que poderia iniciar uma vacinação em caráter de emergência em janeiro ou até mesmo no final dezembro deste ano, caso o governo receba de imediato as primeiras doses dos laboratórios que produzem a vacina.

Risco de atraso

Para o desenvolvimento do plano estratégico de vacinação aqui na capital, a Secretaria de Saúde (SES-DF) conta com a conclusão do inquérito epidemiológico – a previsão inicial de entrega desta pesquisa estava marcada para o final da segunda quinzena de dezembro. Porém, o resultado da investigação corre sérios riscos de atrasar. A principal preocupação da SES-DF é quanto a metodologia do levantamento. O sorteio dos domicílios a serem testados está encaminhando os pesquisadores a algumas residências sem nenhum morador.

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“Provavelmente vamos atrasar um pouco, questão de dias, em função de não encontrarmos as pessoas nos endereços sorteados anteriormente. Isso nos leva a reconsiderar a análise, uma vez que a margem de vacância é muito grande”, disse Divino Valério ao JBr.

O inquérito faz parte do Plano Estratégico de Combate ao Coronavírus no Distrito Federal, realizado pela Secretaria de Saúde desde a semana passada, e serve para avaliar o índice de transmissibilidade e a circulação da covid-19 em todas as 33 regiões administrativas. Serão aplicados 10 mil testes rápidos.

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O novo planejamento para imunização da capital, em andamento, procura agora definir onde serão instalados os postos de vacinação, além da estruturação desses locais para armazenamento das vacinas. Segundo nota divulgada pela pasta no início desta semana, a Saúde procura ainda a “estruturação do setor de compras públicas, objetivando a aquisição de seringas e contratação de câmaras frigoríficas; e seleção de profissionais de saúde para a aplicação das vacinas”.

Segundo o secretário-adjunto de Assistência à Saúde, Petrus Sanchez, a rede de frio para armazenamento do imunizante preocupa a secretaria. “Aqui a gente tem dificuldades para achar o local adequado. Fizemos vistoria em vários espaços para ver qual serviria”, disse. De acordo com o secretário adjunto, há um espaço do Ministério da Saúde nas imediações do Gama que está apto para o resfriamento do medicamento. “Também estamos à procura de outros espaços para armazenagem, temos que trabalhar para garantir a segurança dessas vacinas”, completou.

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Enquanto não chega a vacina, o subsecretário de Vigilância em Saúde do DF, Divino Valério, reforça a necessidade de colaboração da população no enfrentamento ao vírus.

Saiba Mais

  • Desde a reabertura dos bares e restaurantes, em 15 de julho, a Vigilância Sanitária do Distrito Federal fiscalizou 4.790 estabelecimentos.
  • Foram 282 bares e restaurantes autuados e 38 interditados por descumprirem as medidas de segurança contra a Covid-19.
  • “Não temos números de fiscais para estar o tempo todo em cima das irregularidades, por isso é preciso que a população faça a parte dela”, disse o responsável pela pasta.
  • Por conta do registro de aglomerações e desrespeito às regras de enfrentamento da pandemia da covid-19, o GDF publicou um novo decreto na última terça-feira (1º), determinando que bares e restaurantes encerrem as atividades às 23h.
  • Decreto publicado nesta quinta-feira (3) abre exceção para que os bares e restaurantes possam funcionar depois das 23h, nos dias 24 e 31 de dezembro.



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