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Unidade de Reprodução Humana do Hmib retoma atendimentos

Casais e mulheres com dificuldade de engravidar e que desejam ter filhos voltarão a ser atendidos

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Os casais e mulheres que desejam ter filhos e enfrentam dificuldades para engravidar vão voltar a ser atendidos pelo Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). O serviço havia sido paralisado há 7 meses devido as limitações impostas pela pandemia de Covid-19. Para retomar as ativiades, a equipe da Unidade de Reprodução Humana e Endoscopia Ginecológica do Hmib já em está em contato com as cerca de 6 mil pessoas que aguardam na fila de espera por atendimento. além de agendar as consultas com os especialistas do hospital.

Devido a diminuição na taxa de transmissibilidade do coronavírus no Distrito Federal, todas as medidas de segurança foram tomadas para recomeçar os serviços e auxiliar as famílias a realizar o sonho do nascimento de seus filhos. Os laboratórios e espaços destinados às consultas foram higienizados e desinfetados. Além disso, foi feita a verificação do pH das incubadoras que guardam os embriões congelados e iniciada a preparação das pacientes para retomar todo o ciclo do tratamento, que pode levar meses.

A unidade ainda representa o maior atendimento do hospital, porque a reprodução humana engloba várias áreas, como a fertilização assistida, endocrinologia e endoscopia ginecológica. Conta com uma equipe multidisciplinar formada por especialistas treinados na área, entre eles enfermeiros, biólogos, geneticistas, andrologistas, assistentes sociais e psicólogos.

“Nosso serviço não é só um produtor de bebês. É um realizador de sonhos, de vidas. A nossa satisfação é a satisfação dos casais que tentam há bastante tempo ter filhos e, por uma série de motivos, não conseguem. Tudo é voltado para atender os casais”, afirma a diretora do Centro de Ensino e Pesquisa em Reprodução Assistida (Cepra) do Hmib, Rosaly Rulli.

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Esperança renasce

Enquanto o serviço estava suspenso, os profissionais do Hmib organizaram a fila e pediram exames. A equipe tem ligado para as pacientes e remarcado as consultas adiadas. Uma delas é Caroline Pinheiro, de 35 anos, que possui ovário policístico. Atendida na Unidade de Reprodução Humana desde 2018, ela voltou a ser acompanhada pelos servidores neste mês.

“Meu coração se encheu de alegria e felicidade com o retorno. O trabalho deles nos dá esperança de que um dia vá acontecer a gravidez. Além de um sonho, para mim é uma necessidade ser mãe”, comentou Caroline.

O sonho realizado

O agradecimento pela existência do serviço vem de quem conseguiu realizar o sonho da maternidade graças ao atendimento oferecido no Sistema Único de Saúde (SUS) do DF. Loyanne Gomes, de 29 anos, teve um filho com sua esposa, Natasha, graças ao tratamento feito no Hmib. Depois de três anos de tratamento, a gravidez ocorreu no ano passado. O resultado foi o pequeno Gael, que vai completar dois meses de idade.

“Esperamos muito tempo por isso. E todos da equipe foram muito receptivos e atenciosos, nos tratando como duas mães. Foi a maior alegria das nossas vidas”, agradeceu Loyanne.

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Para profissionais da equipe, como o biológico Victor Edgard, a maior recompensa do seu trabalho é ajudar quem há anos tenta engravidar e não consegue. Um dos momentos mais gratificantes é quando a equipe e os pacientes organizam a festa anual com os pais e bebês que nasceram graças ao trabalho da unidade. “É de arrepiar. Vale a pena toda a trabalheira para, no final, ver os pais agradecidos. Quando vemos a alegria daquele casal, não tem preço”.

Acesso ao tratamento

Para ter acesso ao serviço, o primeiro passo é procurar a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima de casa e agendar consulta com a equipe de Saúde da Família. Os profissionais da equipe irão encaminhar os pacientes para consulta com um ginecologista e, de lá, serão direcionados para o hospital da região onde serão atendidos por uma equipe multiprofissional. Por fim, passadas essas etapas, haverá encaminhamento para a Unidade de Reprodução Humana do Hmib.

A inscrição na fila de espera acontece na primeira consulta ou no retorno à unidade, após apresentação dos resultados de exames solicitados. Depois disso, a paciente receberá do médico um encaminhamento solicitando o retorno.

Para ser inscrita na fila de espera do tratamento de Inseminação Intrauterina (IIU), a usuária deve ter até 35 anos de idade e pelo menos 5 folículos ovarianos. Usuárias com endometriose profunda não serão inscritas, assim como aquelas que tiverem 36 anos ou mais.

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Já para ser inscrita na fila de espera para o tratamento fertilização in vitro (FIV) a usuária deve ter até 36 anos de idade e pelo menos 5 folículos ovarianos. Usuárias com 37 anos ou mais não serão inscritas. Contudo, a previsão é que os ciclos de FIV só reiniciarão em janeiro 2021.

O Hmib oferece no máximo duas tentativas de IIU e duas de FIV. Na consulta em que o médico inserir a paciente na fila, dependendo dos critérios clínicos e de idade, o casal pode ser inscrito nas duas filas, ou só na fila de FIV. Uma vez realizada a fertilização in vitro, o casal não poderá ser novamente inscrito nas filas.

Oficialização do serviço

A unidade é um dos poucos hospitais públicos do Brasil que possui o serviço de reprodução humana assistida voltada à atenção integral da saúde reprodutiva do casal infértil. Apenas os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul têm locais com características semelhantes à do Hmib. A unidade existe há 22 anos e já soma mais de 400 nascimentos. De mais de 4 mil tratamentos efetivamente realizados, a taxa de sucesso chega a alcançar 30% dos casos.

A retomada das atividades coincidiu com outra boa notícia: a Unidade de Reprodução Humana foi reconhecida oficialmente pelo colegiado gestor do Hmib como parte da estrutura interna do hospital, depois de 22 anos de atividades. Com isso, os serviços oferecidos pelo setor poderão ser padronizados.

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Assim, a unidade tem a possibilidade de conquistar melhorias que refletirão na qualidade dos atendimentos e no trabalho dos servidores. Por exemplo, será possível agora nomear profissionais específicos para a área de reprodução humana, aumentando a oferta do serviço. “Terá recurso humano direcionado para esse serviço, ao invés de contabilizar dentro da ginecologia como um todo”, explica a diretora do Hmib, Marina da Silveira.

Além disso, com as atividades oficializadas, a unidade poderá receber diretamente os insumos hospitalares específicos para a reprodução humana, com compras regulares, ao invés de serem diluídos no contexto geral do Hmib. A novidade abre portas, inclusive, para um futuro cadastro no Ministério da Saúde, com possibilidade de receber recursos federais.

Para mais informações sobre todo o processo de reprodução humana, acesse a página da Secretaria de Saúde.

As informações são da Agência Brasília




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