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Uma cidade em alta velocidade

Vigitel 2018 aponta Brasília como a cidade com o maior número de multas por excesso de velocidade

Publicado

em

Vitor Mendonça
redacao@grupojbr.com

O Distrito Federal é a unidade da Federação com a maior proporção de casos de multas por excesso de velocidade. A relação é feita entre a quantidade populacional e o número de infrações registradas. No DF, a equivalência é de 15,7% – a cada mil motoristas no DF, 157 são autuados por excesso de velocidade no trânsito.

Os dados são da pesquisa da Vigitel 2018, realizada anualmente pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde em todos os estados brasileiros. O levantamento revela ainda que 11,5% da população, cerca de 52,3 mil pessoas, maiores de 18 anos, afirma já ter sido multada por dirigir acima da velocidade permitida entre fevereiro e dezembro de 2018.

Segundo o assessor do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), Glauber Peixoto, “o excesso de velocidade é, comprovadamente, o principal causador de mortes no trânsito no DF e no Brasil. O controle da velocidade das vias passa pela necessidade de dar mais segurança ao trânsito”, diz.

De janeiro a maio deste ano, as infrações por excesso de velocidade registradas no Distrito Federal foram 571,5 mil, aproximadamente. O número representa uma queda de cerca de 26,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 723,4 mil multas foram registradas.

De acordo com o Detran-DF, o órgão hoje possui 270 equipamentos para detectar excessos de velocidade em vias urbanas. São 148 pardais e 122 barreiras eletrônicas. As fiscalizações das rodovias que cortam o DF estão a cargo do Departamento de Estradas de Rodagens (DER/DF), que, até 2012, contava com 559 pardais.

Apesar de serem preventivos contra acidentes no trânsito, Rafael Paranaguá, advogado atuante em causas relacionadas ao direito do trânsito brasileiro, avalia que os sistemas de fiscalização de velocidade são excessivos no DF. “Há um pouco de exagero. Para reduzir esse número de infrações, deve-se focar não na repressão com mecanismos de controle, mas na educação do condutor”, defende.


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