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Cidades

Turismo sem sair de casa

Projeto Brasília Virtual permite visitar, com incrível imersão, diversos pontos do Patrimônio da Humanidade

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em

Foto: Divulgação
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As fronteiras de vários países estão fechadas. Mesmo para onde se pode ir, há por toda parte planos rigorosos de distanciamento social. Bares, restaurantes, parques, museus fechados ou com visitação restrita. E, ainda que tudo isso fosse possível, a covid-19 impõe riscos que toda pessoa responsável quer evitar. Assim, planos de viagem são adiados. E o setor de Turismo enfrenta o grande desafio de se reinventar.

E se fosse possível ir a todos os lugares que a gente deseja sem correr nenhum risco? Sem precisar sair de casa? Certamente, se a pandemia da covid-19 tivesse acontecido há 30 anos, todas as dificuldades que hoje estamos passando seriam  Muito maiores.

A realidade virtual e o mundo digital permitiram a possibilidade do teletrabalho e evitou que as pessoas não se isolassem umas das outras, ainda que fisicamente distanciadas. E é justamente essa tecnologia digital, a realidade virtual que faz a Secretaria de Turismo do Distrito Federal investir na possibilidade descrita acima: o turismo sem sair de casa.

Histórias imersivas

A Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial da Humanidade (OCBPM) criou o projeto Histórias Imersivas que permitirá o passeio virtual por 23
sítios culturais, naturais e mistos do Patrimônio Mundial Brasileiros. E Brasília é o piloto desse projeto, que contará depois com outras cidades.

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Segundo o presidente da organização, Mario Ribas, esta ideia surgiu da dificuldade que o Brasil tem em divulgar seus atrativos turísticos. Nesse contexto, se insere o que temos de mais importante relacionado à nossa cultura, arquitetura e natureza.

Ele acrescenta ainda que Brasília é o piloto desse projeto, que em breve contará com as cidades de Ouro Preto, (MG), Olinda, (PE), São Miguel das Missões, (RGS), Salvador,(BA), Congonhas, (MG), São Raimundo Nonato,(PI), São Luiz,(MA), Diamantina (MG), Cidade de Goiás, (GO), São Cristovão, (SE), Rio de janeiro,(RJ), Pampulha, (BH) e o Sítio Arqueológico do Cais do Valongo, no Rio de Janeiro.

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“Além disso, temos o patrimônio misto que é Paraty e Ilha Grande(RJ), pela sua cultura e diversidade natural. Em um segundo momento, os patrimônios naturais, serão incluídos: Parque Nacional do Iguaçu, PR, Mata Atlântica, em São Paulo e Paraná. Depois a Costa do Descobrimento, que tem reservas de Mata Atlântica na Bahia e no Espírito Santo”, relacionou.

Com a ajuda de todos

O projeto de realidade virtual inclui ainda os biomas brasileiros. Pantanal, Cerrado, Amazônia, e as ilhas atlânticas brasileiras, como Fernando de Noronha e Atol das
Rocas.

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Brasília, que neste ano passou a integrar o conselho da OCBPM, será a primeira parada dessa jornada. “Escolhemos Brasília para começar este trabalho, porque Brasília é de todos os brasileiros. Tem uma riquíssima arquitetura, cultura e arte, está comemorando 60 anos e é Patrimônio Cultural Mundial. Será um presente para o Brasil e para a humanidade”, festeja Mario Ribas.

Colaboração

Mas, para que o projeto de fato tome corpo, será necessário o envolvimento da população do Distrito Federal. A união do poder público, da iniciativa privada e da população é o diferencial proposto.

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O projeto une financiamento coletivo ao aporte direto do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A cada Real doado pelo brasiliense, o BNDES aporta dois Reais, e com isso triplica a arrecadação.

Óculos de realidade virtual e vários outros prêmios

“É importante a população participar diretamente desse projeto porque ela é diretamente beneficiada. Essa campanha de engajamento proporcionará a disseminação do conhecimento sobre a importância cultural da cidade para o Brasil e para o mundo, valorizando o turismo o patrimônio e a auto estima da população o que contribuirá verdadeiramente para transformar Brasília em um dos principais destinos turísticos do mundo’, prevê o presidente da OCBPM.

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Quem apoia o projeto recebe em troca uma recompensa, que pode ser: um salto de pára-quedas in door, um óculos de realidade virtual, uma camiseta, eco copos, um jantar. Produtos e experiências de empresas de Brasília que já se engajaram no projeto.

A experiência proposta pela visita virtual é marcante. No caminho, há várias pistas para que o visitante descubra a história cada vez que entra nesse universo virtual. Uma pessoa apreciando um quadro, um casaco esquecido em uma cadeira, coisas que nem todo mundo percebe.

Qualquer um pode, com o celular, computador ou óculos de realidade virtual, literalmente passear pela arquitetura e urbanismo de nossa moderna capital.

Mais ainda. A pessoa não é só um observador. É uma experiência imersiva. Nesse projeto, o cidadão interage com um amigo virtual. Essa relação olho no olho cria empatia e o visitante passa a ter protagonismo nessa experiência.

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O turista tem sensações provocadas pela realidade virtual. É invadido por uma forte sensação de presença. Só falta mesmo sentir o cheiro. E como as pessoas podem entrar nessa realidade? Baixando o link e viajando pela tela do celular.

Para Vanessa Mendonça, secretária de turismo do Distrito Federal, esse projeto além de servir as pessoas que ainda estão em confinamento, é também um importante instrumento de inclusão e democratização de nosso patrimônio. “A gente não pode gostar do que não conhece. E muito menos cuidar do que não gosta”. Argumenta Vanessa. Para conhecer o projeto e colaborar com ele, acesse benfeirotia.com/brasiliavr.




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