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Tuberculose: Saúde investe para facilitar diagnóstico

O projeto de pesquisa “Perfis genéticos e de resistência das cepas de Mycobaterium tuberculosis”, seguindo as normas, precisa ser concluído em até dois anos

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Foto: Mariana Raphael/SES-DF
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Da Redação
redacao@grupojbr.com

Em estudo no Distrito Federal, o diagnóstico de tuberculose está em fase de aprimoramento. A Fundação de Apoio à Pesquisa disponibilizou R$ 139 mil e, com esse valor, a Secretaria de Saúde vai aprofundar o trabalho científico com o objetivo de sequenciar e identificar as mutações no gene do bacilo causador da doença. 

O projeto de pesquisa “Perfis genéticos e de resistência das cepas de Mycobaterium tuberculosis”, seguindo as normas, precisa ser concluído em até dois anos. A iniciativa pretende conseguir um diagnóstico mais ágil e preciso da doença. 

“O estudo previne o aumento da resistência, impedindo que haja propagação de cepas resistentes. É um ganho enorme para a saúde pública e vai ao encontro da política do Ministério da Saúde”, explicou a chefe do Núcleo de Bacteriologia do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) e pesquisadora, Glaura Caldo Lima.

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Bacilo

Trata-se de uma patologia que afeta principalmente os pulmões. Ela é causada pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch. Em âmbito nacional, o DF possui uma das menores taxas de incidência, segundo Glaura. No entanto, o número de casos é crescente entre os pacientes com outras infecções, como o HIV, e nas populações mais vulneráveis.

De acordo com o Ministério da Saúde, a cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil casos novos e ocorrem cerca de 4,5 mil mortes em decorrência da tuberculose.

O principal sintoma é a tosse persistente, superior a um período de três semanas. Também pode ocorrer febre, sudorese, cansaço/fadiga. Aparecendo esses sinais, o paciente deve buscar a unidade básica de saúde mais próxima da residência.

No local, serão coletados exames de escarro. Havendo a positividade, a amostra é encaminhada ao Lacen, que faz uma análise do perfil de resistência – alvo da pesquisa financiada pela FAP.

“Queremos ampliar o acesso ao perfil molecular das cepas resistentes e coletar o máximo de dados para fazer o melhor monitoramento da doença e seu contingenciamento”, conclui a pesquisadora.

 

Com informações da Agência Brasília


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