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Treinamento para o inquérito epidemiológico da Covid-19 é realizado em Ceilândia

Estudo inédito no Brasil, no formato em que está proposto, será iniciado nesta quarta-feira (2), em Ceilândia

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A capacitação ocorreu na tarde desta terça-feira (1º), no auditório do Laboratório Central de Saúde Pública do DF, e foi ministrada pelo epidemiologista Elionardo Resende, que é especialista formado pelo Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (EpiSUS). Além da testagem, os profissionais foram orientados sobre como realizar a coleta dos dados, a anotação e como proceder com as informações, entre outras orientações.

Preocupado com o avanço da pandemia, o secretário de Saúde, Osnei Okumoto, foi pessoalmente agradecer aos profissionais que participaram desse estudo. “Nós tínhamos um índice de transmissão abaixo de um e agora a gente está com 1.3, isso quer dizer que cada 100 pessoas podem transmitir para 130 pessoas. Portanto, é importante a realização desse inquérito. Vocês vão fazer um trabalho diferente em relação a todos os outros estados, um trabalho muito lindo e eu quero agradecer a todos”.

Quem também destacou o ineditismo do estudo foi o diretor do Sesc regional, Marco Tulio Chaparro. “Não vi nenhum lugar do Brasil fazendo isso, nenhuma neste formato, nenhuma com essa abrangência que a gente está querendo fazer”, enfatizou o gestor. Chaparro ainda lembrou que vários estados estão cogitando medidas mais restritivas se o número de casos de doentes com a Covid continuar aumentando, e ressaltou ser necessária uma ação conjunta para não precisar de mais restrições. “Fechar o comércio, se é ruim para o comerciante é pior ainda para o comerciário. Nós achamos muito importante voltar, e voltar com segurança. A Federação do Comércio está cobrando muito a fiscalização”.

Os testes que serão utilizados para a realização do inquérito foram doados pela Fecomércio e a aplicação desses exames será efetuado em parceria da Secretaria de Saúde com o Sesc. Essa ação conjunta foi possível devido a assinatura de um termo pelo governador do DF, Ibaneis Rocha, permitindo a troca de serviços desde que não envolva troca de dinheiro. Para o diretor de Vigilância Epidemiológica, Cássio Peterka, “esse é um exemplo muito frutífero de uma ação intersetorial buscando a saúde da população”.

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Como funcionará a testagem

Serão sorteadas, aleatoriamente, 230 pessoas em cada uma das 34 regiões administrativas para fazerem exames e identificar se estão com anticorpos contra o novo coronavírus, ou não. Só serão testados maiores de 18 anos.

A expectativa é de que o estudo se torne um referencial científico de vulnerabilidade ou segurança em relação a propagação do vírus. Os dados alcançados devem nortear as ações futuras sobre a contenção da doença no território quanto a assistência necessária nos cuidados aos doentes.

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As informações são da Agência Brasília




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